O Sal De Nossas Lágrimas

 

 

Os rios de nossas fraquezas

Deslizam rumo ao mar das incertezas

Formando ondas bailarinas.

 

 

Vemos um balé de muitos embalos

Onde aceitamos vagarosamente os movimentos

Num espetáculo solitário.

 

 

Ninguém sente e nem participa

Tudo é só nosso e tudo nos contagia

Somos águas, somos ondas, somos vida.

 

 

Há circunstâncias que nos fazem sentir

Outras nos fazem reagir

Mas também sabemos que podemos fingir.

 

 

Nada é para sempre, como a rocha que água pule

Ou como as areias finas que só brilham com o sol

Ou deixaremos de ser um céu azul, quando as nuvens cinza cobrirem nosso horizonte.

 

 

Nosso interior produz com água todos os aromas

Assim derramamos as fragrâncias, em nossas sensíveis cascatas

Mas sabemos que não existe perfume, no sal de nossas lágrimas.

 

 

ESCRITOR POETA GAÚCHO, MARCANTONIO DE OLIVEIRA

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