Sandra Bréa
Nome completo Sandra Bréa Brito
Nascimento 11 de maio de 1952
Rio de Janeiro, RJ
Falecimento 4 de maio de 2000 (47 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

IMDb: (inglês) (português)


Sandra Bréa Brito (Rio de Janeiro, 11 de maio de 1952 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 2000), conhecida profissionalmente como Sandra Bréa, foi uma atriz brasileira. Foi considerada símbolo sexual do país na década de 1970 e na década de 80.

Ela era famosa não apenas pelos seus muitos trabalhos, mas também por ter assumido publicamente, em agosto de 1993, que foi contaminada pelo vírus da AIDS, lutando contra a discriminação. Contudo, a atriz faleceu vítima de câncer de pulmão, sete anos mais tarde.

  Carreira

Sandra Bréa iniciou sua carreira aos treze anos de idade, como modelo. Aos catorze, ela seguiu para o teatro de revista do Rio, onde estrelou Poeira de Ipanema.

Em 1972, o diretor Daniel Filho convidou-a para interpretar Telma, personagem da novela O Bem-amado, da Rede Globo.

Como atriz estreou, em 1968, na peça Plaza Suite, tendo sido escolhida para o papel pelo diretor João Bittencourt e pela atriz Fernanda Montenegro.

Contratada por Moacyr Deriquém, foi trabalhar na Rede Globo, estreando na telenovela Assim na Terra Como no Céu, em 1970. Seu primeiro grande papel, porém, foi no clássico O Bem Amado, de Dias Gomes, em 1973. Em seguida, atuou em Os Ossos do Barão e Corrida do Ouro, Escalada, O Pulo do Gato , Memórias de Amor, Elas por Elas, Sabor de Mel, Ti Ti Ti, Bambolê, Pacto de Sangue, Gente Fina e Felicidade. Com exceção de Sabor de Mel, feita na Rede Bandeirantes, todas as demais foram feitas na Rede Globo.

Logo que estreou na televisão, Sandra Bréa começou a fazer não apenas novelas, mas também shows, como Faça Humor, Não Faça Guerra, onde conheceu Luís Carlos Miele, que veio a ser seu parceiro em uma série de apresentações que misturavam canto, dança e humor, principalmente no programa Sandra e Miele, apresentado pela Rede Globo a partir de 1976, tornando-se um grande sucesso de crítica e de audiência.

Muito bonita, Sandra Bréa foi um dos principais símbolos sexuais do Brasil, principalmente na década de 1970, tendo posado nua diversas vezes para as revistas como Status e Playboy, entre outras. Sua beleza também rendeu convites para filmes eróticos (como Sedução; Cassy Jones, o magnífico sedutor; Herança dos devassos, Um uísque antes, um cigarro depois e Os mansos) e pornochanchadas. Seus primeiros nus foram feitos ainda na década de 1970, em pleno regime militar, quando esse tipo de coisa era bem menos comum.

  Saúde e morte

Desde que anunciou que era soropositiva, Sandra Bréa se afastou de tudo e de todos. Em dezembro de 1999, seus médicos detectaram um tumor maligno no pulmão em estágio avançado e lhe deram seis meses de vida. No mês seguinte, foi internada e submetida a uma biópsia. A proposta foi de um tratamento à base de quimioterapia e radioterapia.

Sandra recusou. Escondeu por um tempo sobre a doença. Quando revelou-a, primeiramente disse ter se infectado em uma doação de sangue contaminada, pois em 1991 sofreu um grave acidente de carro em que precisou de transfusão. Porém, pesquisas constataram, que naquela época só eram infectadas mulheres no interior, onde não havia uma fiscalização adequada.

No final de abril de 2000, já praticamente sem voz, com muitas dores, insuficiência respiratória e febre, a atriz concordou em receber um oncologista.

Em 2 de maio de 2000, ela foi levada ao Hospital Barra D'or para fazer uma tomografia computadorizada. Não soube o resultado, pois morreu dois dias depois em sua casa, em Jacarepaguá. “Não morrerei de Aids”, dizia. “Vou morrer como qualquer um, atropelada.”

 

  Vida pessoal

De 1972 até 1975, Sandra Bréa foi casada com Eduardo Espínolla Netto, de quem se divorciou.[2] Sandra também teve outros dois maridos, Antonio Guerreiro e Arthur Guarisse.[3]

Ela deixou um filho adotado, Alexandre Bréa Brito, com quem alegadamente estava brigada à época de sua morte.[4]

  Carreira

  No cinema

  Na televisão

Memória

O diário de Sandra Brea
Filho adotivo da atriz encontra manuscritos que relatam a dor de seus últimos meses de vida, e diz que a pedido dela, criará fundação para reunir suas fotos e figurinos dos anos 70 e 80

Rosângela Honor

Com beijo de batom
No roteiro de gravação, Sandra agradece a Lauro César Muniz a participação em Zazá: “Lauro, você quis, aqui estou e espero que tenhas gostado, e quando um Rei chama não podemos deixar de atender, com todo amor. Agradeço sim, pois trouxe-me muita alegria estar aqui com meu povo, e isso agradeço a você. Sou e serei sempre aquela que você escolheu. Um beijo no seu coração. O tenhas é porque sei que estavas viajando. Feliz 1998, pois meu 1997 foi mais feliz com esse seu presente!”

Todas as manhãs, Sandra Bréa sentava-se diante do espelho e cumpria uma rotina. Penteava os cabelos, se maquiava e se vestia com a mesma vaidade do auge de sua carreira. “Eu sou uma estrela”, dizia aos amigos. Até os últimos dias de vida, não deixou de se comportar como a mulher estonteante que foi mito sexual nos anos 70 e 80. No isolamento em que se encontrava desde que descobriu ter aids, em 1993, fazia isso para não se entregar à depressão. Outra arma era escrever. Quatro dias após a sua morte, seu filho adotivo, Alexandre Bréa Britto, 21 anos, encontrou um diário escrito de maneira desordenada pela mãe.

Manuscritos estavam em folhas soltas e amassadas sob o colchão, nos armários e nas mesinhas de cabeceira do quarto da atriz, que na quinta-feira 11, faria 48 anos. São desabafos (leia trechos ao lado), em sua maioria, dos últimos meses de vida, quando foi tomada pelas dores do câncer de pulmão que provocou sua morte, na manhã do dia 4, em sua casa, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. “Vou tentar reunir todo o diário e avaliar o que fazer”, diz o filho.

Alexandre quer realizar o último desejo de sua mãe. Dias antes de sua morte, ela conversou com o filho por telefone. Primeiro, pediu que queimasse suas fotos e recortes de revistas assim que ela morresse. Em um dia, voltou atrás. Pediu que criasse a Fundação Sandra Bréa. Ele está debruçado sobre revistas, fotos, quadros, figurinos usados em novelas e programas de tevê. “Quero inaugurar este espaço até o fim do ano”, sonha ele, que doará roupas pessoais da atriz ao Retiro dos Artistas, no Rio.

Alexandre nega a versão de amigos e empregados da atriz de que estaria brigado com ela. “Eu a visitava sempre que ela permitia”, diz ele, que se mudou para a casa da atriz. “Ela nem tocava no nome dele”, rebate o caseiro, José Carlos Costa. O empregado confirma que a atriz tinha um diário. “Ela passava os dias escrevendo sem parar.” Costa relata que nas últimas semanas, a atriz tinha medo de se levantar sozinha da cama. “Você acha que eu mereço sofrer tanto?”, perguntava. Dois dias antes de morrer, deu a ele uma tela pintada de seu rosto. “Guarda como se fosse um presente de mãe”, disse.



Memória



O diário de Sandra Brea
Filho adotivo da atriz encontra manuscritos que relatam a dor de seus últimos meses de vida, e diz que a pedido dela, criará fundação para reunir suas fotos e figurinos dos anos 70 e 80

Rosângela Honor

Quatro dias após a morte de Sandra, o filho Alexandre achou os manuscritos em folhas soltas e amassadas sob o colchão, nos armários e nas mesinhas de cabeceira do quarto da atriz.“Vou reunir todo o diário e avaliar o que fazer”, diz.

Desde que anunciou que era soropositiva, Sandra Bréa se afastou de tudo e de todos. Em dezembro, seus médicos detectaram um tumor maligno no pulmão em estágio avançado e lhe deram seis meses de vida. Em janeiro, foi internada e submetida a uma biópsia. A proposta foi de um tratamento a base de quimioterapia e radioterapia. Não quis. No sábado, 29 de abril, já praticamente sem voz, com muitas dores, insuficiência respiratória e febre – a atriz concordou em receber um oncologista. Dois dias depois ligou para Rosane Goldwasser, médica que a acompanhava desde dezembro, manifestando interesse pelo tratamento. Na terça-feira, 2, foi levada ao hospital Barra Dor para fazer uma tomografia computadorizada. Não soube o resultado, morreu dois dias depois. “Não morrerei de Aids”, dizia. “Vou morrer como qualquer um, atropelada.”

Amigos se supreendiam com seu otimismo. “Ela não acreditava que fosse morrer agora, achava que iria superar a doença”, conta o amigo e pai de santo Jair de Ogum. A vaidade de Sandra – tida pelo autor Manoel Carlos como “a primeira e única estrela da tevê brasileira” – a afastou dos mais chegados. Não gostava que a vissem mal. Foi assim com Jair no Natal. Marcou, depois pediu que não a visitasse. “Não estou bem, não quero que me veja assim”, desculpou-se. O mesmo fez com o filho numa tentativa de se aproximar: “Não vem, Alexandre, estou gorda, sem pescoço”. A única concessão era feita a Ney Latorraca. Num dos últimos encontros, o ator ganhou uma imagem de Santa Rita de Cássia para seu camarim, no teatro. “É para te dar sorte”, disse ela. Atitudes carinhosas eram constantes em Sandra Bréa, mulher de temperamento forte, mas doce. Conta o fotógrafo Antônio Guerreiro, seu marido de 1981 a 1984, que havia duas Sandras: a pública e a de casa. “Em casa era careta, religiosa e dormia cedo. Toda certinha”, diz. “Antes de casarmos, diziam que ela era enlouquecida e transava como doida. Tudo mentira.” Quando ele vivia com Sônia Braga, Sandra um dia lhe disse: “Se prepara, que quando você terminar esse romance, vou entrar com tudo na sua vida”. Ele se surpreendeu com sua doce caretice. “Ela ressaltou que esperaria o fim do romance.” O novelista Lauro César Muniz também foi surpreendido. Depois de gravar uma participação no último capítulo da novela Zazá, em 1997, na qual improvisou um texto contra o preconceito à aids, agradeceu ao autor com um bilhete no verso de um roteiro da novela. “Ela quebrava tabus e quebrou mais um ao revelar que tinha o vírus”, diz Muniz. “Manteve sua coragem até o fim.”

"Agora estou sentindo muitas dores e não sei o que fazer. Elas (as dores) estão me deixando muito nervosa" "Estou com muita depressão, estou precisando me animar. Quando sou chamada para a alegria não tenho vontade porque já fui abraçada pela tristeza"




 

Copyright 1996/2000 Editora Três

 

 

 


 

 

(Rio de Janeiro, 11/05/1952 - Rio de Janeiro, 04/05/2000)

Sandra Bréa Brito, conhecida como Sandra Bréa, iniciou sua carreira aos treze anos, como modelo. Aos catorze, seguiu para o teatro de revista do Rio, a conselho de sua amiga Leila Diniz, onde estrelou "Poeira de Ipanema".

Como atriz estreou, em 1968, na peça "Plaza Suite", tendo sido escolhida para o papel pelo diretor João Bittencourt e pela atriz Fernanda Montenegro.

Contratada por Moacir Deriquém, foi trabalhar na Rede Globo, estreando na telenovela "Assim na Terra Como no Céu". Seu primeiro grande papel, porém, foi no clássico "O Bem Amado", de Dias Gomes, interpretando Telma a filha do prefeito Odorico Paraguaçu. Em seguida, atuou em "Os Ossos do Barão" e "Corrida do Ouro", todas na Rede Globo. Outras novelas de que participou foram "Escalada", "O Pulo do Gato", "Memórias de Amor" e "Elas por Elas".

Em 1983, ela troca a Globo pela Bandeirantes e estrela a novela "Sabor De Mel", de Jorge Andrade, ao lado de Raul Cortez. Laura é uma viúva rica, misteriosa, que decide criar um concurso: quem decifar um enigma por ela proposto, ganha 20 milhoes (de cruzeiros, na época). Anos mais tarde de volta à Globo, atua em "Bambolê" (1987), de Daniel Más, interpretando a condessa Von Trop, "Pacto de Sangue" (1989) de Sérgio Marques, como Francisca Matoso, e seu ultimo trabalho em novelas completo, "Felicidade" (1991), de Manoel Carlos, como Rosita.

Logo que estreou na televisão, Sandra Bréa começou a fazer não apenas novelas, mas também shows, como "Faça Humor, Não Faça a Guerra", onde conheceu Luiz Carlos Miéle, que veio a ser seu parceiro em uma série de apresentações que misturavam canto, dança e humor, principalmente no programa "Sandra e Miéle", também da Globo.

Muito bonita, Sandra Bréa foi um dos principais símbolos sexuais do Brasil, principalmente na década de 70, tendo posado nua diversas vezes para as revistas como Status e Playboy, entre outras. Sua beleza também rendeu convites para muitos filmes, como "Sedução"; "Cassy Jones, o Magnífico Sedutor"; "Amada Amante"; "Herança dos Devassos"; "Um Cigarro Antes, Um Uísque Depois"; "Os Mansos"; "Sede de Amar" e "Convite ao Prazer". Seus primeiros nus foram feitos ainda na década de 70, em pleno regime militar, quando esse tipo de coisa era bem menos comum.

A carreira da atriz, que também participou de várias montagens teatrais foi sempre marcada por muito incidentes. Em 1972, casou-se com o empresário Eduardo Espínolla Neto, de quem se separou 3 anos depois. Nesse mesmo ano, durante a temporada da peça "Liberdade para as Borboletas", ela cortou a mão com uma faca em uma das cenas e teve uma hemorragia, tendo que se submeter a uma tranfusão de sangue nos próprios bastidores. Dois anos depois, quando excursionava com o espetáculo "Regina, Mon Amour", sofreu outra hemorragia no palco, agora em razão de um aborto por causa de uma gravidez tubária.


A atriz casou-se mais duas vezes, com o fotógrafo Antonio Guerreiro (1978) e com o empresário gaúcho Arthur Guarisse (1983). Seenvolveu em um escândalo em 1977 quando apareceu nua na sacada do hotel em que estava hospedada com o primeiro marido em Porto Alegre, e discutiu com o mesmo que também estava nú

Após se tornar soropositiva, assumiu a doença e fez campanhas pela prevenção da Aids, até o seu falecimento, vítima da doença, aos 47 anos de idade. Pouco antes de morrer, vinha se queixando de ter sido abandonada pela classe artística. Deixou um filho adotivo.

Fotos: Acervos diversos e de Rogério Cerqueira.

Fontes: TWA - UOL Blog, Wikipedia, Adoro Cinema Brasileiro, Acervo Paulandre, Acervo MofoTv, Acervo Rodolfo Bonventti, Acervo Rogério Cerqueira.



Vídeos relacionados:

"A Corrida do Ouro" - 1974
http://inmemorian.multiply.com/video/item/133




  


 

  

  



 
 

  

  

  


  

 


  

  
 
 

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Comentário de Maria |Helena Campos da Paz em 3 março 2011 às 21:05

Teu trabalho me inspira o azul que faz brilhar as montanhas!

Beijos e meu carinho

Comentário de Maria |Helena Campos da Paz em 3 março 2011 às 20:45
Querida amiga, perdemos tantos valores, tantos entes queridos,tantas vidas, como a de Sandra Bréa, que para minha geração jamais será esquecida.
Porém quero, sobretudo, exaltar o valor e a beleza do teu trabalho, que acima de tudo
resgata os valores do passado,ou dos que de famosos se encontram no anonimato deixando
marcas indeléveis em nossa cultura.Sua arte é dignificante, espiritual e repleta de amor
ao proximo! Te admiro muito linda!
Comentário de Anna Karenina em 3 março 2011 às 18:02

OBRIGADA E PARABENS

ESSA FOI LINDA DEMAIS

QUE FALTA ESSA MAGNIFICA ATRIZ FAZ AO MUNDO

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