Seios rotundos -
mangas chupadas -,
velhas memórias
mordidas, arranhadas,
atiçam vontades apagadas,
rapsódias desafinadas
num post coitum de madrugada...

O céu continua ali -
após a cortina de chita,
ruída, poluída,
companheira da desdita -
inteiramente nú,
pleno de estrelas excitadas
acentuando o vazio das horas
daquela seca senhora...

O tempo amassa,
o universo testemunha,
a beleza passa
como ninguém supunha,
transformando em farsa
o que se repunha.

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