Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que retine.
E ainda que tivesse o dom de profecia e conhecesse todos os mistérios e toda ciência; e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para o sustendo dos pobres e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno
O amor não arde em ciúmes,
O amor não trata com leviandade
Não se ensoberbece
Não se porta com indecência
Não busca os seus interesses
Não se irrita
Não suspeita mal
Não se alegra com a injustiça
Mas folga com a verdade.
Tudo sofre
Tudo crer, tudo espera tudo suporta
O amor jamais acaba, mas havendo profecias serão aniquiladas, havendo línguas cessarão, havendo ciência desaparecerá,
Porque em parte conhecemos em parte profetizamos, mas quando vier o que é perfeito então o que o é em parte será aniquilado.

1 Co 13:1-10

O texto em epígrafe destaca a superioridade do amor em relação a outras virtudes. Em nosso tempo é comum valorizarmos mais belezas e atributos exteriores, contudo temos que nivelar os nossos olhos com o olhar de Deus.
Nem conhecimento do poliglota, nem a glossolalia podem ser superiores ao amor, temos a tendência de valorizar os dons e menosprezar os frutos do Espírito. Uma pessoa com essas qualidades e sem amor é comparada a um metal, ou seja, produz sons, mas é vazio.
O dom de profecia é superior ao dom de línguas, e o conhecimento e as ciências representam o poder para quem os tem. E quando falamos de fé percebemos que o próprio Jesus garantiu que quem tivesse a fé do tamanho de um grão de mostarda, que é a menor das hortaliças, poderia transportar montes, mas nada disso seria suficiente se não tiver amor.
Uma pessoa pode ter a demonstração de solidariedade distribuindo aos pobres toda a sua renda e pode ser considerado como mártir de uma nação ao oferecer sua própria vida em benefício da coletividade, mas se esse esforço não for baseado no amor para nada aproveitaria.

O que é então o amor?
O que é interessante que tudo isso que tratamos até agora, aos nossos olhos, representa a mais pura expressão de amor, contudo os sentimentos de orgulho, inveja, luxúria e vanglória podem estar por traz de todos esses gestos.
Para se ter idéia do amor, devemos observar algumas de suas características:
O amor é paciente- a paciência representa o sofrimento de quem abre mão da ansiedade para ver o outro bem.
Benigno- é qualidade de quem se mostra favorável mesmo não tendo recompensa como troca.
Não arde em ciúmes- é diferente de zelo, o ciúme traz a idéia de possessão, de poder soberano de uma pessoa sobre a outra, o ciúme é a pura demonstração de insegurança.
Não trata com leviandade – que é imprudência, falta de seriedade. Não Ufana- que é o ato de se gabar, ou seja, achar além da conta a respeito de si próprio.
Não se ensoberbece- é não deixar a vanglória tomar conta do coração de maneira que venham a menosprezar os outros.
Não se conduz inconvenientemente- é saber controlar as atitudes, é ter domínio de seus impulsos, temperança.
Não procurar os seus interesses- é ser altruísta, pensar na coletividade, ou seja, procurar o bem do próximo é fazer com que seus atos bons venham atingir o próximo.
Não se Exaspera- que é o ato é irritar muito, é ter na consciência a livre intenção de chatear o outro, quem ama não tem prazer em irritar o próximo.
Não se ressente do mal, aqui que entra a prática do perdão. Há pessoas que colocam o sol sobre a ira e ficam remoendo um fato que passou, traz sempre a mente um momento ruim do relacionamento e não se permite viver livre para perdoar. Não perdoar é a mesma coisa que querer matar alguém através do envenenamento e quem é mortalmente atingido é quem não libera perdão.
Quem ama não se alegra com a injustiça, pois esta não faz parte do repertório de que realmente deixa ser levado pelo sentimento amor. Quem ama tem prazer e se alegra com a verdade, mentira tem sido uma semente do mal plantado em diversos relacionamentos e tem favorecido a desconfiança e até mesmo o fim de muitos matrimônios.
Tudo sofre- às vezes a pessoa tem que se permitir sofrer para vê o outro bem, é permitir o choro para ver o outro sorrir.
Tudo crer- é ter a fé para acreditar que o sonho pode ser possível, que o momento da dor vai passar e daqui a pouco nos assentaremos à mesa para a celebração.
Tudo espera- isso é confiança, é saber que tudo tem seu tempo. O amor afasta a ansiedade, que a principal característica de quem age por impulso e acaba trocando os pés pelas mãos.
Tudo suporta- muitas pessoas abrem mão de seus ideais com muita facilidade. Tudo passa pelo crivo da provação, o cristão precisa ter resistência para suportar os revezes que a vida tem.
E para finalizar o amor jamais acaba- o que acaba é a paixão e outros sentimentos fugazes, mas o amor não se acaba quando acaba o dinheiro, o amor não se acaba com o tempo nem quando as macas da idade aparecem.
Vivamos, pois o amor!

Jezias Ferreira

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A excelência do amor publicado 15/04/2011 por Jezias Ferreira da Silva em http://www.webartigos.com