A ORIGEM DAS RELIGIÕES

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A ORIGEM DAS RELIGIÕES

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RELIGIÃO

ASSUNTO POLÊMICO QUE TEM GERADO GUERRAS,E OS PIORES CONFLITOS DA HUMANIDADE

PODEMOS PESQUISAR SEM CRITICAR


Religião

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Religião (do latim religare, significando religação com o divino [1]) é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e os valores morais.[2] Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana.

A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de ou sistema de crença, mas a religião difere da crença privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões têm comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses, sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços matrimoniais, meditação, música, arte, dança, serviço público ou outros aspectos da culturahumana.

O desenvolvimento da religião assumiu diferentes formas em diferentes culturas. Algumas religiões colocam a tônica na crença, enquanto outras enfatizam a prática. Algumas religiões focam na experiência religiosa subjetiva do indivíduo, enquanto outras consideram as atividades da comunidade religiosa como mais importantes. Algumas religiões afirmam serem universais, acreditando que suas leis e cosmologia são válidas ou obrigatórias para todas as pessoas, enquanto outras se destinam a serem praticada apenas por um grupo bem definido ou localizado. Em muitos lugares, a religião tem sido associada com instituições públicas, como educação, hospitais, família, governo e hierarquias políticas.

Alguns acadêmicos que estudam o assunto têm dividido as religiões em três categorias amplas: religiões mundiais, um termo que se refere à crenças transculturais e internacionais; religiões indígenas, que se refere a grupos religiosos menores, oriundos de uma cultura ou nação específica; e o novo movimento religioso, que refere-se a crenças recentemente desenvolvidas.[3] Uma teoria acadêmica moderna sobre a religião, o construtivismo social, diz que a religião é um conceito moderno que sugere que toda a prática espiritual e adoração segue um modelo semelhante ao das religiões abraâmicas, como um sistema de orientação que ajuda a interpretar a realidade e definir os seres humanos[4] e, assim, a religião, como um conceito, tem sido aplicado de forma inadequada para culturas não-ocidentaisque não são baseadas em tais sistemas ou em que estes sistemas são uma construção substancialmente mais simples.

Etimologia

Religiões por país

Portal Religião   v • e

A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religionem (religio no nominativo), mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religionem com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao surgimento do cristianismo, religionem referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.

A raiz da palavra Religião tem ligações com o -lig- de diligente ou inteligente ou com le-, lec-, -lei, -leg- de "ler", "lecionar", "eleitor" e "eleger" respectivamente. o re- iniciar é um prefixo que vem de red(i) "vir", "voltar" como em "reditivo" ou "relíquia" [5]

A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa, marcado pela presença do cristianismo que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O hinduísmo antigo utilizava a palavra rita que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia à correcta execução dos ritos pelos brâmanes. Mais tarde, o termo foi substituído por dharma, termo que atualmente é também usado pelo budismo e que exprime a idéia de uma lei divina e eterna. Rita relaciona-se também com a primeira manifestação humana de um sentimento religioso, a qual surgiu nos períodos Paleolítico e Neolítico, e que se expressava por um vínculo com a Terra e com a Natureza, os ciclos e a fertilidade. Nesse sentido, a adoração à Deusa mãe, à Mãe Terra ou Mãe Cósmica estabeleceu-se como a primeira religião humana. Em torno desse sentimento formaram-se sociedades matriarcais centradas na figura feminina e suas manifestações.[6] Ainda entre os hindus destaca-se a deusa Kali ou A negra como símbolo desta Mãe cósmica. Cada uma das civilizações antigas representaria a Deusa, com denominações variadas: Têmis (Gregos), Nu Kua (China), Tiamat (Babilônia) e Abismo ,(Bíblia).

Segundo o mitologista Joseph Campbell a mudança de uma idéia original da Deusa mãe identificada com a Natureza para um conceito de Deus deve-se aos hebreus e à organização patriarcal desta sociedade. O patriarcalismo formou-se a partir de dois eventos fundamentais: a atividade belicosa de pastoreio de gado bovino e caprino [7] e às constantes perseguições religiosas que desencadeavam o nomadismo e a perda de identidade territorial.[8] Herdado da cultura hebraica, patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca; de onde a palavra pátria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. País, pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz.

Historicamente foram propostas várias etimologias para a origem de religio. Cícero, na sua obra De natura deorum, (45 a.C.) afirma que o termo se refere a relegere, reler, sendo característico das pessoas religiosas prestarem muita atenção a tudo o que se relacionava com os deuses, relendo as escrituras. Esta proposta etimológica sublinha o carácter repetitivo do fenómeno religioso, bem como o aspecto intelectual. Mais tarde, Lactâncio (século III e IVd.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus.

No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar".

Macróbio (século Vd.C.) considera que religio deriva de relinquere, algo que nos foi deixado pelos antepassados.

Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.

Conceitos

Existem termos que são ditos/escritos frequentemente no discurso religioso grego, romano, judeu e cristão. Entre eles estão: sacro e seus derivados (sacrar, sagrar, sacralizar, sacramentar, execrar), profano (profanar) e deus(es). O conceito desses termos varia bastante conforme a época e a religião de quem os emprega. Contudo, é possível ressaltar um mínimo comum à grande parte dos conceitos atribuídos aos termos.

Os religiosos gregos e romanos criam na existência de vários deuses; os judeus, maometanos e cristãos acreditam que há apenas uma divindade, um ser impossível de ser sentido pelos sensores humanos e que é capaz de provocar acontecimentos improváveis/impossíveis que podem favorecer ou prejudicar os homens. Para grande parte das religiões, as coisas e as ações se dividem entre sacras e profanas. Sacro é aquilo que mantém uma ligação/relação com o(s) deus(es). Frequentemente está relacionado ao conceito de moralidade. Profanoé aquilo que não mantém nenhuma ligação com o(s) deus(es). Da mesma forma, para grande parte das religiões a imoralidade e o profano são correspondentes. Já o verbo "profanar" (tornar algo profano) é sempre tido como uma ação má pelos religiosos.

Definição

Dentro do que se define como religião podem-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de facto muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É facto que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades, deuses e demónios. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.

A religião não é apenas um fenômeno individual, mas também um fenômeno social. Exemplos de doutrinas que exigem não só uma fé individual, mas também adesão a um certo grupo social, são as doutrinas da Igreja, do judaísmo, dos amish.

A idéia de religião com muita frequência contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Esses seres são principalmente deuses, que ficam no topo de um sistema que pode incluirvárias categorias: anjos, demônios, elementais, semideuses, etc.

Outras definições mais amplas de religião dispensam a idéia de divindades e focalizam os papéis de desenvolvimento de valores morais, códigos de conduta e senso cooperativo em uma comunidade.

Ateísmo é a ausência de crença em qualquer tipo de deus, muitas vezes se contrapondo às religiões teístas. Agnosticismo é a postura filosófica que afirma ser impossível saber racionalmente sobre a existência ou inexistência de deuses e sobre a veracidade de qualquer religião teísta, por falta de provas favoráveis ou contrárias. Deísmoé a crença na existência de um Deus criador, mas questiona a idéia de revelação divina.

Algumas religiões não consideram deidades, e podem ser consideradas como ateístas (apesar do ateísmo não ser uma religião, ele pode ser uma característica de uma religião). É o caso do budismo, do confucionismo e do taoísmo. Recentemente surgiram movimentos especificamente voltados para uma prática religiosa (ou similar) da parte de deístas, agnósticos e ateus - como exemplo podem ser citados o Humanismo Laico e o Unitário-Universalismo. Outros criaram sistemas filosóficos alternativos como August Comte, fundador da Religião da Humanidade.

As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas (monoteísmo) admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas (politeísmo) admitem a existência de mais de um deus.

Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo juntos agregam mais da metade dos seres humanos e quase a totalidade do mundo ocidental. Além destas, o Zoroastrismo, a Fé Bahá'í, o Espiritismo e Bnei Noahsão religiões monoteístas.

 The Economist

Em 23 de dezembro de 1999 em seu número especial por ocasião da mudança do milênio publicou uma nota necrológica de Deus,[9] agora vem confessar que agiu precipitadamente. Num longo noticiário de 3 de novembro de 2007 reconhece que contra o prognóstico laicista ou secularista, a fé sobrevive e vem dando mostras, nos últimos anos, de uma energia renovada e com influência cada vez maior nos assuntos do planeta. Conclui que para um político ou estadista seria um erro muito perigoso ignorar ou legar a um segundo plano a religião.[10] A temática em torno de religião e sobre Deus também tomou conta do debate político nos Africa em 2010 e ganhou espaço na campanha eleitoral, candidatos são obrigados a responder perguntas sobre religião e se vêm compelidos a participar de cultos.[11]

Movimentos religiosos


Mapa das maiores religiões do planeta.

Esta classificação procura agrupar as religiões com base em critérios geográficos, como a concentração numa determinada região ou o facto de certas religiões terem nascido na mesma região do mundo. As categorias mais empregues são as seguintes:

Esta classificação não se refere à forma como tais religiões estão distribuídas hoje pela Terra, mas às regiões onde elas surgiram. Fundamenta-se no fato de que as religiões paridas em regiões próximas mantém também proximidades em relação aos seus credos, por exemplo: as religiões nascidas no Oriente Médio em geral são monoteístas e submetem seus crédulos a forte regime de proibições e obrigações, sempre se utilizando de ameaças pós-mortem como a do inferno cristão. Já as religiões nascidas no Oriente Distante são ou politeístas ou espiritualistas (não pregam a existência de nenhum deus, mas acreditam em forças espirituais) e são mais flexíveis quanto suas normas morais.

A distribuição atual das religiões não corresponde às suas origens, já que algumas perderam força em suas regiões nativas e ganharam participação em outras partes do planeta, um exemplo básico é o cristianismo, que é minoritário no Oriente Médio (onde surgiu) e majoritário em todo o Ocidente e na Oceania (para onde migrou). Há ainda o caso das religiões greco-romanas que dominaram a Europa por séculos mas hoje são religiões mortas, provavelmente sem nenhum seguidor vivo em todo o planeta.

Mundo contemporâneo


Este mapa mostra as religiões predominantes que caracterizam cada país no mundo. Em muitos casos, duas religiões com extensões de difusão semelhante, na mesma área, são representados por uma textura listrada que alterna tanto as cores associadas com os dois sistemas religiosos (em inglês).

Percentagem de cidadãos por país que consideram a religião "muito importante" (em inglês).

Desde os finais do século XIX, e em particular desde a segunda metade do século XX, o papel da religião, bem como seu número de aderentes, se tem alterado profundamente.

Alguns países cuja tradição religiosa esteve historicamente ligada ao cristianismo, em concreto os países da Europa, experimentaram um significativo declínio da religião. Este declínio manifestou-se na diminuição do número de pessoas que frequenta serviços religiosos ou do número de pessoas que desejam abraçar uma vida monástica ou ligada ao sacerdócio.

Em contraste, nos Estados Unidos, na América Latina e na África subsariana, o cristianismo cresce significativamente; para alguns estudiosos[quem?] estes locais serão num futuro próximo os novos centros desta religião. O islão é actualmente a religião que mais cresce em número de adeptos, que não se circunscrevem ao mundo árabe, mas também ao sudeste asiático, e a comunidades na Europa e no continente americano. O hinduísmo, o budismo e o xintoísmo tem a sua grande área de influência no Extremo Oriente, embora as duas primeiras tradições influenciem cada vez mais a espiritualidade dos habitantes do mundo ocidental. A Índia, onde cerca de 80% da população é hindu, é um dos países mais religiosos do mundo, ficando em segundo lugar após os Estados Unidos. As explicações para o crescimento das religiões nestas regiões incluem a desilusão com as grandes ideologias do século XIX e XX, como o nacionalismo e o socialismo.

Por outro lado, o mundo ocidental é marcado por práticas religiosas sincréticas, ligadas a uma "religião individual" de cada um faz para si e ao surgimento dos chamados "novos movimentos religiosos". Embora nem todos esses movimentos sejam assim tão recentes, o termo é usado para se referir a movimentos neocristãos (Movimento de Jesus), judaico-cristãos (Judeus por Jesus), movimentos de inspiração oriental (Movimento Hare Krishna) e a grupos que apelam ao desenvolvimento do potencial humano através por exemplo de técnicas de meditação (Meditação Transcendental).

Também presente na Europa e nos Estados Unidos da América é aquilo que os investigadores designam como uma "nebulosa místico-esotérica", que apela a práticas como o xamanismo, o tarot, a astrologia, os mistérios e cuja actividades giram em torno da organização de conferências, estágios, revistas e livros. Algumas das características desta nebulosa místico-esotérica são as centralidades do indivíduo que deve percorrer um caminho pessoal de aperfeiçoamento através da utilização de práticas como o ioga, a meditação, a idéia de que todas as religiões podem convergir , o desejo de paz mundial e do surgimento de uma nova era marcada por um nível superior de consciência.

Quatro maiores religiõesSeguidores[carece de fontes] % da população mundialArtigo
População mundial6,8 bilhões[12]Dados extraídos de artigos individuais:
Cristianismo1,9 bilhão – 2,1 bilhões[13]29% – 32%Cristianismo por país
Islã1,3 bilhão – 1,57 bilhão[14]19% – 21%Islão por país
Budismo500 milhões – 1.5 bilhão[15][16]7% – 21%Budismo por país
Hinduísmo950 milhões – 1 bilhão[17]14% – 20%Hinduísmo por país
Total4,65 bilhões – 6,17 bilhões68,38% – 90,73%

Características

Embora cada religião apresente elementos próprios, é também possível estabelecer uma série de elementos comuns às várias religiões e que podem permitir uma melhor compreensão do fenómeno religioso.

As religiões possuem grandes narrativas, que explicam o começo do mundo ou que legitimam a sua existência. O exemplo mais conhecido é talvez a narrativa do Génesis na tradição judaica e cristã. Quanto à legitimação da existência e da validade de um sistema religioso, este costuma apelar a uma revelação ou à obtenção de uma sabedoria por parte de um fundador, como sucede no budismo, onde o Buda alcançou a iluminação enquanto meditava debaixo de uma figueira ou no Islão, em que Muhammad recebeu a revelação do Corão de Deus.

As religiões tendem igualmente a sacralizar determinados locais. Os motivos para essa sacralização são variados, podendo estar relacionados com determinado evento na história da religião (por exemplo, a importância do Muro das Lamentações no judaísmo) ou porque a esses locais são associados acontecimentos miraculosos (santuários católicos de Fátima ou de Lourdes) ou porque são marcos de eventos religiosos relacionados à mitologia da própria religião (monumentos megalíticos, como Stonehenge, no caso das religiões pagãs). Na antiga religião grega, os templos não eram locais para a prática religiosa, mas sim locais onde se acreditava que habitava a divindade, sendo por isso sagrados.

As religiões estabelecem que certos períodos temporais são especiais e dedicados a uma interacção com o divino. Esses períodos podem ser anuais, mensais, semanais ou podem mesmo se desenrolar ao longo de um dia. Algumas religiões consideram que certos dias da semana são sagrados (Shabat no judaísmo ou o Domingo no cristianismo), outras marcam esses dias sagrados de acordo com fenômenos da natureza, como as fases da lua, na religião Wicca, em que todo primeiro dia de lua cheia esbaté considerado sagrado. As religiões propõem festas ou períodos de jejum e meditação que se desenvolvem ao longo do ano.

O estudo da religião

História do estudo da religião


Vênus de Willendorf, do Paleolítico

As primeiras reflexões sobre a religião foram feitas pelos antigos Gregos e Romanos. Xenofonte relativizou o fenómeno religioso, argumentando que cada cultura criava deuses à sua semelhança. O historiador grego Heródoto descreveu nas suas Histórias as várias práticas religiosas dos povos que encontrou durante as viagens que efectuou. Confrontado com as diferenças existentes entre a religião grega e a religião dos outros povos, tentou identificar alguns deuses das culturas estrangeiras com os deuses gregos. O sofista Protágoras declarou desconhecer se os deuses existiam ou não, posição que teve como consequências a sua expulsão de Atenas e o queimar de toda a sua obra. Crítias defendeu que a religião servia para disciplinar os seres humanos e fazer com que estes aderissem aos ideais da virtude e da justiça. Júlio César e o historiador Tácitodescreveram nas suas obras as práticas religiosas dos povos que encontraram durante as suas conquistas militares.

Nos primeiros séculos da era actual, os autores cristãos produziram reflexões em torno da religião fruto dos ataques que experimentaram por parte dos autores pagãos. Estes criticavam o facto desta religião ser recente quando comparada com a antiguidade dos cultos pagãos. Como resposta a esta alegação, Eusébio de Cesareia e Agostinho de Hipona mostraram que o cristianismo se inseria na tradição das escrituras hebraicas, que relatavam a origem do mundo. Para os primeiros autores cristãos, a humanidade era de início monoteísta, mas tinha sido corrompida pelos cultos politeístas que identificavam como obra de Satanás.

Durante a Idade Média, os pensadores do mundo muçulmano revelaram um conhecimento mais profundo das religiões que os autores cristãos. Na Europa, as viagens de Marco Polo permitiram conhecer alguns aspectos das religiões da Ásia, porém a visão sobre as outras religiões era limitada: o judaísmo era condenado pelo facto dos judeus terem rejeitado Jesus como messias e o islão era visto como uma heresia.

O Renascimento foi um movimento cultural e artístico que procurava reviver os moldes da Antiguidade. Assim sendo, os antigos deuses dos gregos e dos romanos deixaram de ser vistos pela elite intelectual e artística como demónios, sendo representados e estudados pelos artistas que os representavam. Nicolau de Cusa realizou um estudo comparado entre o cristianismo e o islão em obras como De pace fidei e Cribatio Alcorani. Em Marsílio Ficino encontra-se um interesse em estudar as fontes das diferentes religiões; este autor via também uma continuidade no pensamento religioso. Giovanni Pico della Mirandola interessou-se pela tradição mística do judaísmo, a Cabala.

As descobertas e a expansão européia pelos continentes, tiveram como consequência a exposição dos europeus a culturas e religiões que eram muito diferentes das suas. Os missionários cristãos realizaram descrições das várias religiões, entre as quais se encontram as de Roberto de Nobili e Matteo Ricci, jesuítas que conheceram bem as culturas da Índia e da China, onde viveram durante anos.

Em 1724 Joseph François Lafitau, um padre jesuíta, publicou a obra Moeurs des sauvages amériquains comparées aux moeurs des premiers temps na qual comparava as religiões dos índios, a religião da Antiguidade Clássica e o catolicismo, tendo chegado à conclusão de que estas religiões derivavam de uma religião primordial.

Nos finais do século XVIII e no início do século XIX parte importante dos textos sagrados das religiões tinham já sido traduzidos nas principais línguas européias. No século XIX ocorre também a estruturação da antropologia como ciência, tendo vários antropólogos se dedicado ao estudo das religiões dos povos tribais. Nesta época os investigadores reflectiram sobre as origens da religião, tendo alguns defendido um esquema evolutivo, no qual o animismo era a forma religiosa primordial, que depois evoluía para o politeísmo e mais tarde para o monoteísmo.

Abordagens disciplinares

O estudo científico da religião é actualmente realizado por várias disciplinas das ciências sociais e humanas. A história das religiões, nascida na segunda metade do século XIX, estuda a religião recorrendo aos métodos da investigação histórica. Ela estuda o contexto cultural e político em que determinada tradição religiosa emergiu.

A Sociologia da Religião analisa as religiões como fenómenos sociais, procurando desvendar a influência dela na vida do indivíduo e da comunidade. A Sociologia da Religião tem como principais nomes Emile Durkheim, Karl Marx,Ernst Troeltsch, Max Weber e Peter Berger.

A Antropologia, tradicionalmente centrada no estudo dos povos sem escrita (embora os seus campos de estudo possam ser também as modernas sociedades capitalistas), desenvolveu igualmente uma área de estudo da religião, na qual se especulou sobre as origens e funções da religião. John Lubbock, no livro The Origin of Civilization and the Primitive Condition of Man apresentou um esquema evolutivo da religião: do ateísmo (entendido como ausência de idéias religiosas), passa-se para o xamanismo, o antropomorfismo, o monoteísmo e finalmente para o monoteísmo ético. Esta visão evolucionista foi colocada em questão por outros investigadores, como E.B. Taylor que considerava o animismocomo a primitiva forma de religião.

A Fenomenologia da Religião, que deriva da filosofia fenomenológica de Edmund Husserl, tenta captar o lado único da experiência religiosa. Utiliza como principal método científico a observação, explicando os mitos, os símbolos e os rituais. Ela procura compreender a religião do ponto de vista do crente, bem como o valor dessas crenças na vida do mesmo. Por estas razões evita os juízos de valores (conceito de epoje ou abandono de qualquer juízo de valor). Os principais nomes ligados à Fenomenologia da Religião são Nathan Soderblom, Garardus van der Leeuw, Rudolf Otto, Friedrich Heiler e Mircea Eliade.


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Comentário de Anna Karenina em 13 março 2012 às 15:08

Igrejas sui juris e seus ritos litúrgicos

A Igreja Católica é actualmente constituída por 23 Igrejas autônomas sui juris, todas elas em comunhão completa e subordinadas ao Papa. A maior de todas elas é a Igreja Católica Latina. As restantes 22 Igrejas sui juris, conhecidas colectivamente como "Igrejas Católicas do Oriente", são governadas por um hierarca que pode ser um Patriarca, um Arcebispo maior ou um Metropolita. A Cúria Romana administra quer a Igreja Latina, quer (de maneira mais limitada) as Igrejas orientais. Devido a este sistema, é possível que um católico esteja em comunhão completa com o Pontífice de Roma sem ser um católico latino.

As Igrejas sui iuris ou sui juris utilizam uma das seis tradições litúrgicas tradicionais (que emanam de Sés tradicionais de importância histórica), chamadas de ritos. Os ritos litúrgicos principais são o Romano, o Bizantino, o de Antioquia, o Alexandrino, o Caldeu e o Arménio. O Rito Romano, que predomina na Igreja Latina, é por isso dominante em grande parte do mundo, e é usado pela vasta maioria dos católicos (cerca de 98%); mas mesmo na Igreja Latina existem ainda outros ritos litúrgicos menores, em particular o Rito Ambrosiano, o Rito Bracarense e o Rito Moçárabe. Antigamente havia muitos outros ritos litúrgicos ocidentais, que foram substituídos pelo Rito Romano pelas reformas litúrgicas do Concílio de Trento.

Historicamente, a forma da Missa usada no Rito Romano de 1570 até 1970 (a "Missa Tridentina") era conduzido, na maioria dos países, inteiramente em Latim eclesiástico. Porém, a pedido do Concílio Vaticano II (1962-1965), foi revisada as preces e cerimônias do Missal e promulgado uma nova liturgia, que tornou-se a forma ordinária do Rito Romano, normalmente usando vérnaculo e com o padre voltado para a povo (versus populum). O uso antigo do Rito Romano, celebrado ocasionalmente, a partir de 2007, através da carta apostólica "Summorum Pontificum", foi designado pelo Papa Bento XVI como a forma extraordinária do mesmo Rito, podendo ser rezado a pedido dos fiéis.

O serviço correspondente das Igrejas Católicas Orientais, a Divina Liturgia, é conduzido em várias línguas antigas e modernas, segundo o rito e a Igreja: as Igrejas de Rito Bizantino usam o grego, o eslavo eclesiástico, o árabe, o romeno, o georgiano e outras; as igrejas de Ritos Antioquiano e Caldeu usam o siríaco e o árabe; a Igreja de Rito Arménio usa o arménio; e as Igrejas de tradição alexandrina usam o copta e o ge'ez.

Actualmente, a esmagadora maioria dos católicos são de rito latino. Os católicos orientais totalizam somente 16 milhões [76].

Lista

Na lista que se segue, encontra-se enumeradas as 23 Igrejas católicas sui juris, os seus respectivos ritos litúrgicos e a sua respectiva data de fundação (ou de comunhão com a Santa Sé). Esta lista baseia-se no Anuário Pontifício da Santa Sé.

Ritos Ocidentais

São utilizados pela Igreja Católica Latina. Existem vários ritos litúrgicos ocidentais, sendo o mais utilizado o Rito Romano.

Rito Bizantino

É utilizado pelas seguintes Igrejas:

Ritos de Antioquia

São utilizados pelas seguintes Igrejas:

Ritos da Síria oriental (ou da Caldeia)

São utilizados pelas seguintes Igrejas:

Rito Arménio

É utilizado pela Igreja Católica Arménia (1742)

Ritos de Alexandria

São utilizados pelas seguintes Igrejas:

Igreja Católica no mundo contemporâneo

Percentagem de católicos no mundo.

██ 90%-100%

██ 80%-90%

██ 70%-80%

██ 60%-70%

██ 50%-60%

██ 40%-50%

██ 30%-40%

██ 20%-30%

██ 10%-20%

██ 0%-10%

██ Não-disponível

Na sociedade ocidental, a Igreja Católica - como muitas outras instituições religiosas - sofreu um grande declínio da sua influência.[77] Essa perda de influência ocorreu inclusive em lugares onde a Igreja era mais importante, como Irlanda e Espanha.

A África, anteriormente com exclusividade de missionários europeus, tem exportado padres para países do Ocidente.[78] Atualmente, 17% da população deste continente é adepta do catolicismo.[78]

Críticas e controvérsias

Martinho Lutero, um grande crítico da Igreja Católica e o Pai da Reforma Protestante [79].

A Igreja Católica é uma das instituições mais antigas do mundo contemporâneo. Simultaneamente, é também uma das mais controversas, porque ela "revela-se muitas vezes [...] em oposição ao que parece ser o conhecimento vulgar dos nossos tempos" e porque ela insiste sempre que "a envolve verdades, que essas verdades envolvem obrigações e que essas obrigações exigem certas escolhas". Por essa razão, a Igreja Católica, "vista do exterior, [...] pode parecer de vistas curtas, mal humorada e atormentadora - o pregador azedo de um infinito rosário de proibições" [80].

Historicamente, as críticas à Igreja Católica já tiveram muitas formas e partiram de diversos pressupostos ao longo das gerações. Algumas vezes essas críticas tiveram grandes consequências, como as contestações morais e teológicas de Martinho Lutero no século XVI, que levaram ao nascimento do protestantismo.[79]

Atualmente, as críticas são frequentemente dirigidas, como por exemplo, à hiperdulia, à dulia, à ética católica sobre o casamento (que condena o divórcio), sobre a Vida (que condena o aborto, as pesquisas científicas que matam embriões humanos, a eutanásia e os contraceptivos artificiais) e sobre a sexualidade (que condena o sexo pré-marital, a homossexualidade e o uso de preservativos). Estas questões ético-morais continuam a gerar muitas polémicas e controvérsias [81][82][83]. Algumas acções escandalosas e imorais, que vão contra a doutrina católica, praticadas por certos membros e clérigos católicos (ex: abuso sexual de menores por membros da Igreja Católica) reforçaram as críticas referentes ao modo como essa doutrina trata a sexualidade e a moralidade em geral.[84][85]

Nos tempos modernos, a própria crença em Deus e as inúmeras regras ético-morais da Igreja são também duramente criticadas como sendo obstáculos para a verdadeira libertação, progresso e realização do Homem. A origem da Igreja e da Bíblia, a vida de Jesus (com particular destaque às teorias sobre Maria Madalena [carece de fontes]) e a paradoxal compatibilidade entre a existência de Deus e a existência do mal e do sofrimento são também questionadas [83]. Recentemente, a questão teológica da "unicidade e universalidade salvífica de Jesus Cristo e da Igreja [Católica]" [86] e a definição teológica de que a Igreja Católica é a única Igreja de Cristo [87] continuam a suscitar várias polémicas e desentendimentos [88]. Apesar destas duas crenças, a doutrina católica nunca negou a salvação aos não-católicos.

Galileu Galilei, um dos símbolos do confronto entre a Igreja Católica e a Ciência.

Questões mais disciplinares da Igreja, como a hierarquia católica e o celibato clerical, e questões doutrinárias como o ensinamento de ser impossível conferir ordenação sacerdotal às mulheres, são também temas muito debatidos na actualidade [83]. Outras controvérsias que a Igreja está ou esteve metida incluem o mediático e actual caso do abuso sexual das crianças por padres [89], as históricas acções opressoras e violentas das Cruzadas e da Inquisição (que perseguiu os hereges, os judeus e alguns cientistas), o seu suposto envolvimento com os regimes não-democráticos e as acções "desatinadas" de alguns missionários católicos durante o período colonial na África, na Ásia e na América [90].

A relação entre a Igreja e a Ciência não foi fácil e está recheada de controvérsias passadas e já resolvidas, como a questão da perseguição de certos cientistas e teorias (ex: os casos famosos de Galileu Galilei e do evolucionismo darwiniano). Apesar de a Igreja defender tanto a fé quanto a razão [90][91][92][93](por exemplo, a Igreja aceita a teorias do evolucionismo e do Big-Bang, que aliás foi proposto pela primeira vez por um padre católico), a Igreja e os cientistas/filósofos seculares continuam a discordar em questões mais teológicas relacionadas com a infalibilidade e a autenticidade da Revelação divina contida nas Escrituras e na Tradição oral; com a negação da existência de Deus e da alma (e da sua imortalidade); com os momentos exactos do princípio e do fim da vida humana; e com as implicações éticas da clonagem, da contracepção ou fertilização artificiais, da manipulação genética e das investigações científicas que matam embriões humanos [94][95].

Algumas das controvérsias já actualmente resolvidas foram, em parte, solucionadas através do reconhecimento por parte da Igreja Católica de que erros graves foram cometidos pelos seus membros. No Jubileu do ano 2000, o Papa João Paulo II pediu perdão por tais erros.[90]

Ver também


Escritor
Comentário de Cativa do Saara em 13 março 2012 às 9:10

Igreja do Evangelho Quadrangular

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular
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Jesus Cristo o Salvador, O Batizador com o Espírito Santo, O Médico dos médicos, O Rei que há de vir
Classificação Protestante
Orientação Pentecostal
Área geográfica O mundo inteiro
Fundador Aimee Semple McPherson
Origem 1927 Los Angeles, California
Congregações 66000[1]
Membros 8 milhões[1]

A Igreja do Evangelho Quadrangular é uma denominação cristã evangélica pentecostal. É conhecida como a Igreja do Evangelho Quadrangular, a partir de 2000, teve uma adesão de mais de 8.000.000 de pessoas, com 66.000 igrejas em 144 países.[1] Em 2006, a sua membresia nos Estados Unidos era de 353.995 pessoas em 1.875 igrejas.[2] Embora as suas congregações estejam concentradas ao longo da Costa Oeste, a denominação está bem distribuída pelos Estados Unidos.[3] Os estados com a maior taxa de adesão são: Oregon, Hawaii, Montana, Washington, e Califórnia.[3] A sede está em Los Angeles, Califórnia.

Aimee Semple McPherson (1890-1944), uma evangelista conhecida como "Irmã Aimee", fundou a igreja do Evangelho Quadrangular em 1921. Los Angeles foi o centro das operações, o Angelus Temple foi inaugurado em Echo Park em 1 de janeiro de 1923, reunindo 5300 pessoas. McPherson foi uma celebridade, participando de eventos públicos, de modo que semanalmente nos domingos parava completamente as ruas de Los Angeles, juntamente com o prefeito e estrelas de cinema, diretamente para o Angelus Temple. Ela construiu o templo, e o L. I. F. E. Bible College na porta ao lado, no canto noroeste das terras que possuía no centro da cidade.

O status de celebridade de McPherson continuou até depois de sua morte, em biografias como a de 1976 Hallmark Hall of Fame, o drama The Disappearance of Aimee e o filme independente de 2006 Aimee Semple McPherson retratando a sua vida, particularmente seu desaparecimento em Maio-Junho de 1926 e a controvérsia jurídica que se seguiu.[4][5]

Após a Irmã Aimee

Seu filho, Rolf K. McPherson, tornou-se presidente e líder da igreja após a morte de Aimee Semple McPherson em 1944, cargo que ocupou durante 44 anos.[6] Sob sua liderança, a denominação passou de cerca de 400 igrejas a mais de 10000. A Igreja Quadrangular formou a Fraternidade Pentecostal da América do Norte em 1948 em Des Moines, Iowa, em uma aliança com as Assembleia de Deus, a Igreja de Deus (Cleveland), a Open Bible Standard Churches, a Igreja Internacional Pentecostal de Santidade e outros.

Angelus Temple, construído por Aimee Semple McPherson e dedicado em 1° de Janeiro de 1923. O templo está defronte do Echo Park, próximo do centro de Los Angeles, California.

Em 31 de maio de 1988 o Dr. John R. Holland se tornou o terceiro presidente da Igreja, uma posição que ocupou até Julho de 1997.[6] Em 1994, 46 anos após a fundação da Irmandade Pentecostal, foi reorganizada como Igrejas Pentecostais/Carismáticas da América do Norte, depois de combinar com organizações afro-americanas, mais significativamente a Igreja de Deus em Cristo.

O Dr. Harold Helms serviu como presidente interino de julho de 1997 até julho de 1998, e foi seguido pelo Dr. Paul C. Risser, que se tornou presidente em 16 de abril de 1998, na 75.ª convenção anual da igreja.[7]

Em outubro de 2003, sob a direção de Risser, a igreja vendeu a estação de rádio de Los Angeles KFSG-FM para o Sistema de Radiodifusão Espanhol por $250 milhões.[8] A liderança de Risser levou a outra controvérsia de alto nível para a igreja, quando sem a participação da mesa de diretores da denominação e do conselho de finanças, os fundos da igreja foram investidos em empresas cujo alvo era a "comunidade evangélica unida", mas acabaram por ser esquemas de Ponzi.[9] Risser renunciou a sua posição de liderança em março de 2004.

Jack W. Hayford é o presidente da Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular desde 1° de outubro de 2004. Hayford é fundador de A Igreja no Caminho em Van Nuys, Califórnia e ministérios Caminho Vivo. Ele, junto com os pastores Roy Hicks, Jr em Eugene, Jerry Cook em Gresham, Ronald D. Mehl da Igreja Quadrangular de Beaverton, em Beaverton, e John Holland em Vancouver, Colúmbia Britânica, foram creditados pela igreja com o estabelecimento de um plano de crescimento da denominação.[10]

A denominação Quadrangular, sob a liderança de Hayford, está em "conversas missionárias" com o movimento emergente, sendo parte de um esforço para a "Multiplicação da Igreja" .[11] "Multiplicação da Igreja", também apoia o movimento de igrejas domésticas através de recursos que sustentam a expansão da "Rede Quadrangular de Igrejas Simples."[12]

Doutrina da Igreja

A Igreja Quadrangular acredita no seguinte:[13]

  • A Bíblia como palavra inspirada por Deus
  • A Santíssima Trindade
  • A morte expiatória de Cristo pelos pecadores
  • Salvação através da graça de Deus no Senhor Jesus Cristo
  • A necessidade de sincero arrependimento e aceitação de Cristo
  • O novo nascimento (Santificação)
  • O crescimento diário através do poder, oração, amor e serviço
  • Batismo por imersão
  • Comunhão/ Ceia do Senhor
  • O batismo no Espírito Santo
  • Os dons espirituais e fruto do Espírito Santo
  • Cura divina
  • O retorno iminente de Jesus Cristo
  • Julgamento Final
  • Evangelismo enfatizado no discipulado
  • dízimo e ofertas
  • Moderação - A moderação dos cristãos deve ser óbvia a outros e que o nosso relacionamento com Jesus nunca deve conduzir pessoas a fanatismos extremos; suas vidas devem ter como modelo a vida de Cristo em retidão, em equilíbrio, em humildade, e em sacrifício próprio.
  • Relação com a Igreja - é um dever sagrado para se identificar com uma congregação de crentes para adorar a Deus, observar as ordenanças de Cristo, exortar e apoiar os outros, o trabalho para a salvação dos outros e trabalhar juntos para o avanço no Reino do Senhor.
  • Governo Civil - governo civil está pela nomeação divina e as leis civis devem ser respeitadas em todos os momentos, exceto nas coisas contrárias à vontade de Deus.
  • Céu - céu é a habitação da glória do Deus vivo e eterno lar dos crentes nascidos de novo.
  • Inferno - inferno é um lugar de escuridão, a mais profunda tristeza e fogo inextinguível, que não estava preparado para o homem, mas para o diabo e seus anjos, e ele vai se tornar o lugar de separação eterna de Deus para todos os que rejeitam a Cristo como Salvador.
  • A Quadrangular enfatiza um relacionamento de todo o coração com Deus, um meio de falar com Deus através da oração, meditação e jejum, junto com o serviço social por meio de Cristo.

Vale ressaltar que a Igreja do Evangelho Quadrangular não prega usos e costumes, estando o membro disposto a vestir o que lhe convir perante seu entendimento. Nada é proibido, porque Deus nos deu o livre arbítrio, mas para que as pessoas saiam ou não entrem no pecado tudo é ensinado e você mesmo se proibe após entender profundamente do assunto. A denominação também prega que devemos cuidar do nosso corpo pois é o templo do Espírito Santo, especial para Deus. Cirurgias plásticas são bem-vindas caso algum membro queira realizar, o que outras igrejas proibi, mas sempre consultando a Deus.[14]

Governo eclesiástico

O governo eclesiástico da Igreja do Evangelho Quadrangular é o governo episcopal. Sendo assim existe toda uma hierarquia na igreja. Os profetas passam por duas categorias ministeriais: Obreiro Credenciado, Aspirante ao Ministério, sendo o terceiro Ministro do Evangelho. Os postos e cargos são concedidos pelos Conselhos (grupos administrativos e executivos) dela no país, estado, município ou região. Os diáconos trabalham na organização dos templos, organizando-os e ajudando em todos os cultos, sendo de grande ajuda também no culto de Ceia do Senhor.

Os grupos administrativos são nomeados desta maneira: Conselho Diretor Local (município), Conselho Estadual de Diretores (estado)[15] e Conselho Nacional de Diretores (país)[16][17]. Em todos os conselhos existem os órgãos, que são: presidência, vice-presidência, tesouraria e secretaria. Para definir a cada ano o novo Conselho é, todo ano, convocada uma assembléia geral no município com todos os membros da Igreja do Evangelho Quadrangular para formar o Conselho Diretor Local no outro ano: se o indicado a um cargo administrativo não tiver o título de Ministro do Evangelho, a igreja vota no modo que for ordenado pelo pastor titular e em quem o mesmo indicou para fazer parte do seu Conselho. Caso o indicado tenha o posto de Ministro do Evangelho, não é uma indicação e sim uma escolha do pastor titular. No Conselho Nacional de Diretores são todos denominados reverendo, sendo um título empregado apenas em Ministros do Evangelho. Existem também os bispos, que regem uma ou mais regiões eclesiásticas.

Conselho Nacional de Diretores

Esta lista de Conselheiros é formada com os membros eleitos de 2008 até a atualidade. Haverá ainda uma nova eleição em março para em abril definir os novos Conselheiros de 2012 até 2015. Todos os diretores são titulados Reverendo (Rev.).

Presidência

Rev. Mário de Oliveira - Presidente

Vice-Presidência

Rev. Jayme Paliarin - 1º Vice-Presidente
Rev. Onésimo Rodrigues de Barros - 2º Vice-Presidente
Rev. Cecílio Motta de Faria Neto - 3º Vice-Presidente

Secretaria

Rev. Joaquim Ribeiro Cantagalli - 1º Secretário
Rev. Dionízia José Gomes Luvizotto - 2ª Secretária
Rev. Guaracy Batista da Silveira - 3º Secretário

Tesouraria

Rev. Durvalino Brocanelli - 1º Tesoureiro
Rev. Adolfo Bezerra Calif Sarmento - 2º Tesoureiro
Rev. Nelson Agnoletto - 3º Tesoureiro

[18][19]

América do Norte

Nos Estados Unidos a igreja está dividida em distritos e, em seguida, em divisões e, finalmente, igrejas individuais. A Autoridade Geral supervisiona o escritório nacional e supervisores de distrito, e os supervisores distritais supervisionam superintendentes divisionários que supervisionam as igrejas individuais dentro da região local. Glenn C. Burris, Jr., atualmente (2004) serve como Supervisor Geral.

Um certo número de instituições de ensino estão filiados à Igreja Quadrangular. Entre estes estão Life Pacific College, anteriormente "L. I. F. E. Bible College", em San Dimas, Califórnia e o Pacific Life Bible College em Surrey, British Columbia.

Igreja do Evangelho Quadrangular do Canadá

D. Anna Britton, uma graduada da L.I.F.E. Bible College, em Los Angeles, mudou-se para Vancouver, BC em 1927, com sede na L.I.F.E. Bible College do Canadá em 1928 e brotou um pequeno grupo de crentes em uma congregação de cerca de 1000 pessoas, conhecida como Igreja do Evangelho Quadrangular Kingsway. Sua visão a levou para estender o Evangelho Quadrangular às três províncias do oeste do Canadá, sobre o qual ela trabalhou como supervisora por muitos anos. Outros supervisores do Canadá Western District foram, BA McKeown, Clarence Hall, Warren Johnson, Guy Duffield, Charles Baldwin, Harold Wood, Hicks Sr. Roy e John Holland[carece de fontes].

Victor Gardner tornou-se Supervisor do Canadá Western District, em 1974. Eventualmente, a fim de dar cumprimento à legislação canadense, o Canadá Western District necessitou registrar todas as propriedades em nome de uma empresa canadense e que ganhasse controle de todas as finanças também. Victor Gardner liderou o desenvolvimento da Constituição e dos estatutos, o Manual de Administração e supervisionou a transferência de todos os documentos legais para 5 de março de 1981, a Igreja do Evangelho Quadrangular do Canadá (FGCC) passou a existir.[20] Vic e Dorothy Gardner se aposentaram em 1992, passando sobre os deveres pastorais de sua igreja, Igreja Quadrangular Sunshine Hills, ao seu filho Tom Gardner e sua esposa Lottie Gardner.

Tim Peterson foi Presidente da FGCC 1992-2007. Sua esposa, Laurene, também trabalhou no Instituto Nacional de FGCC e juntos supervisionaram a criação de uma estrutura empresarial saudável e desenvolveram equipes nacionais.

Barry Buzza, que inplantou a maior Igreja do Evangelho Quadrangular no Canadá, Igreja Northside, uma igreja de três campus no Tri-Cities (Coquitlam, e duas em Port Coquitlam) na área metropolitana de Vancouver na Colúmbia Britânica, foi eleito presidente em 1 de julho de 2007. Sua posse teve lugar no Centro de Convenções FGCC numa quinta-feira, 25 de outubro de 2007 na Pattison Chandos Auditorium, em Surrey, na Colúmbia Britânica.

Nigéria

A igreja tem uma presença majoritária na Nigéria, iniciando a sua missão em torno de 1950.[21] Ela está presente em Lagos.[21]

História no Brasil

Fundada em São João da Boa Vista - São Paulo, a 15 de novembro de 1951, pelo missionário da Foursquare Church Gospel, Pastor Harold Edwin Williams, auxiliado pelo Pastor Jesus Hermirio Vasquez Ramos. O primeiro natural de Los Angeles e o segundo natural do Peru[22]

A obra começou numa casa na cidade de Poços de Caldas, junto com uma escola de inglês, indo depois para São João da Boa Vista, onde foi construído pelos fundadores um pequeno templo.[23]

Em 1952 vieram para a capital de São Paulo realizar campanhas evangelísticas a convite de um pastor da Igreja Presbiteriana do Cambuci e pouco tempo depois foram para uma tenda de lona no mesmo bairro. De lá foram para o bairro da Água Branca e então para o salão da Rua Brigadeiro Galvão.[24]

A tenda passou então a viajar pelo Estado de São Paulo como a tenda número um, enquanto nos salões da rua Brigadeiro Galvão as senhoras da igreja começaram a ajudar um irmão que havia trabalhado muito tempo com um circo e que as ensinou a costurar tendas.[25]

As tendas compradas ou fabricadas na própria igreja saíram peregrinando por lugares como Casa Verde, Americana, Limeira, Vitória, Curitiba e vários outros. Numa onda contagiante, o movimento crescia e cada tenda dava origem a um novo núcleo que se constituía em uma nova igreja.[26]

Na década de 1960, já sob a liderança do Pastor George Russell Faulkner, estabeleceu-se a meta de levar a mensagem a cada capital de Estado, sendo depois espalhada nos outros municípios. As tendas passavam e deixavam uma nova comunidade formada. Os finais das décadas de setenta e oitenta foram marcados pelo evangelismo dinâmico e pela construção de grandes e belos templos.[27]

Em 1997, a igreja contava com 5.530 templos e obras novas (que estão funcionando em 2026 templos, 1778 salões e 1726 tabernáculos de madeira), além de 4000 congregações e pontos de pregação, que funcionam sob a responsabilidade das igrejas locais.

Ao todo eram 2887 ministros, 1488 aspirantes e 10648 obreiros credenciados (deste total de 15023 membros do ministério, 5951 eram mulheres). Trabalhavam ainda 38000 diáconos e diaconisas, com um total de aproximadamente 1.600.000 membros.[28]

No Brasil a Igreja do Evangelho Quadrangular tem estrutura administrativa episcopal em que as Sedes de Regiões Eclesiásticas intra-estaduais (Catedrais) são administradas por um Superintendente (Bispo) sendo vitalícia a sua nomeação, enquanto que as Sedes Estaduais (Conselhos Estaduais) são dirigidas por Bispos eleitos em Convenções e Assembleias com mandatos temporários, permitidas reeleições seguindo a mesma forma as funções diretivas na Sede Nacional (Conselho Nacional), também permitidas reeleições[carece de fontes].

A Igreja Quadrangular Internacional está hoje em mais de 100 países (desde 1944 o Sol brilha ininterruptamente sobre a bandeira Quadrangular, pois ela está em todos os continentes). Só a igreja brasileira já tem nove missionários em sete desses países.[29]

Para preparar pessoas para esse ministério, a igreja conta com os Institutos Teológicos Médios, e Básicos (com mais de 4500 alunos e 1200 professores), cursos preparados pela Secretaria Geral de Educação e Cultura, além de vários livros e publicações evangélicas de qualidade preparadas pela Editora e Publicadora Quadrangular George Russell Faulkner, situada em São Paulo.[30]

Os símbolos da Igreja do Evangelho Quadrangular são
  • Escudo
    Inspirado na visão de Ezequiel (Ezequiel 1:1-28): acima, rosto de homem; à direita, rosto de leão; à esquerda, rosto de boi; abaixo, rosto de águia; ao centro, a Bíblia aberta e o número 4 sobre ela, simbolizando os quatro evangelhos.

Emblema

  • Emblema
    As figuras representam cada um dos quatro pontos da doutrina da Igreja do Evangelho Quadrangular, respectivamente: a cruz (Jesus Salva), a pomba (Jesus batiza com o Espírito Santo), o cálice (Jesus Cura) e a coroa (Jesus Voltará).

Escudo

  • Bandeira
    Inspirada no peitoral dos sacerdotes de Israel (Êxodo 28:4-28), a bandeira tem quatro faixas: púrpura (roxo), azul-claro, ouro (amarelo) e escarlate (vermelho). No canto superior; Cruz: Símbolo de nossa salvação, o ponto alto do evangelho - A redenção do pecado; Quadrado com o "4": O quatro lembra os ministérios de Jesus: Salvador, Aquele que batiza, Aquele que cura, e Rei vindouro, enquanto o quadrado indica que jamais ousaremos facilitar as coisas ao proclamar e experimentar este Evangelho completo de Jesus Cristo.

Bandeira


Escritor
Comentário de Cativa do Saara em 13 março 2012 às 9:09

CONTINUAÇÃO...

Emblema

Símbolos da Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular
Cruz Quadrangular.jpg
1. A Cruz representa a salvação
Pomba Quadrangular.jpg
2. A Pomba representa o Espírito Santo.
Cálice Quadrangular.jpg
3. O Cálice representa a cura divina.
Coroa Quadrangular.jpg
4. A Coroa representa a segunda vinda de Jesus Cristo.

1. Jesus Cristo, o Salvador

  • Enviado por Deus para salvar o mundo (Romanos 3:23)
  • O Rosto do Homem: Jesus Cristo, o Salvador
  • Evangelho: Lucas
  • Jesus é representado como "Filho do homem"
  • Símbolo da salvação: a cruz (Colossenses 1:20)
  • Cor simbólica da bandeira: Escarlate (vermelha)
  • Versículo-chave: Lucas 19:10 - "Porque Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido"

2. Jesus Cristo, o Batizador no Espírito Santo

  • Dando poder e unção do Espírito Santo (Atos 1:5;8)
  • O rosto de Leão: Jesus Cristo, o Batizador no Espírito Santo
  • Evangelho: João
  • Jesus é representado como "Filho de Deus"
  • Símbolo do batismo no Espírito Santo: a pomba (Mateus 3:16)
  • Cor simbólica da bandeira: Ouro (amarelo)
  • Versículo-chave: João 1: 32-33 - "Esse é o que batiza com o Espírito Santo"

3. Jesus Cristo, o Grande Médico

  • Tocando os enfermos com poder curador (Mateus 8:17)
  • O rosto de Boi: Jesus Cristo, o Grande Médico
  • Evangelho: Marcos
  • Jesus é representado como "servo"
  • Símbolo da cura divina: o cálice (I Coríntios 10:16)
  • Cor simbólica da bandeira: Azul-claro
  • Versículo-chave: Marcos 10:45 - "Porque o filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir"

4. Jesus Cristo, o Rei que Voltará

  • Vindo como o Rei dos Reis (I Tessalonicenses 4:16-18)
  • O rosto de Águia: Jesus Cristo, o Rei que Voltará
  • Evangelho: Mateus
  • Jesus é representado como "O Rei"
  • Símbolo da Segunda Vinda: a coroa (Apocalipse 14:14 / 19:12)
  • Cor simbólica da bandeira: Púrpura (roxa)
  • Versículo-chave: Mateus 24:30 - "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória."

Hino

O hino da Igreja do Evangelho Quadrangular foi criado em inglês pela fundadora Aimee Semple McPherson e traduzido para o português pelo pastor Adiel de Oliveira [31]

Letra

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Hino Oficial:
Hino da Igreja do Evangelho Quadrangular

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Eia, salvos, avançai
Nada há de temer
Vamos firmes batalhar
Prontos pra vencer
Vai conosco o General,
Nosso bom Jesus
Ele nos dará vitória pela Cruz!

CORO
Avante, pois, e sem parar
O evangelho anunciar,
O evangelho quadrangular
De Deus, o nosso eterno Pai;
Pois Cristo salva, o pecador
Para que seja um bom cristão
Cura também, a sua dor,
Qualquer doença e aflição
Com seu poder, quer batizar
Do céu virá pra nos levar,
E com Ele nós havemos sempre de reinar!

Vamos templos levantar
Por todo o Brasil
A pregar sem descansar
Nosso Rei gentil
Vamos missionários ser
Todos, todos nós
Transmitindo com prazer, de Deus a voz

CORO

Referências

  1. a b c 2009 Annual Statistics Foursquare.org

Escritor
Comentário de Cristal em 13 março 2012 às 7:50

Espiritismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Espiritismo é a doutrina dos que crêem que podem ser evocados os espíritos dos mortos.[1] Em outras acepções, nomeadamente segundo Rivail, dito Allan Kardec (1804-1869), é compreendido como uma doutrina de cunho filosófico-religioso voltada para o aperfeiçoamento moral do homem, que acredita na possibilidade de comunicação com os espíritos através de médiuns.[1][2]

Desse modo, o termo pode se referir a:

Usos do termo

Parte da série sobre a
Doutrina espírita
Allan Kardec portrait001.jpg
Conceitos
Fluido cósmico universal
Causa e efeito · Lei de progresso
Materialização · Mediunidade
Perispírito · Psicografia
Plano espiritual · Reencarnação
Espiritismo científico
História

História do espiritismo
História no Brasil · Cronologia

Obras básicas

O Livro dos Espíritos · O Livro dos Médiuns
O Evangelho segundo o Espiritismo
O Céu e o Inferno · A Gênese

Instituições
Centro espírita
Confederação Espírita Pan-Americana
Conselho Espírita Internacional
Federação Espírita Brasileira
Museu Nacional do Espiritismo
 
Portal

Espiritismo codificado por Allan Kardec

O espiritismo popularmente conhecido no Brasil como Doutrina Espírita ou Kardecismo, foi codificado na segunda metade do século XIX pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, que para fins de difusão desses trabalhos sobre o tema, adotou o pseudônimo de "Allan Kardec".

O termo "kardecista" não costuma ser o usado por parte dos adeptos, que reservam a palavra "espiritismo" apenas para a doutrina tal qual codificada por Kardec, afirmando não haver diferentes vertentes dentro do espiritismo, e denominando correntes diversas de "espiritualistas"[4]. Estes adeptos entendem que o espiritismo, como corpo doutrinário, é um só, o que tornaria redundante o uso do termo "espiritismo kardecista". Assim, ao seguirem os ensinamentos codificados por Allan Kardec nas obras básicas (ainda que com uma tolerância maior ou menor a conceitos que não são estritamente doutrinários, como a apometria), denominam-se simplesmente "espíritas", sem o complemento "kardecista".[4] A própria obra desaprova o emprego de outras expressões como "kardecista", definindo que os ensinamentos codificados, em sua essência, não se ligam à figura única de um homem, como ocorre com o cristianismo ou o budismo,[5] mas a uma coletividade de espíritos que se manifestaram através de diversos médiuns naquele momento histórico, e que se esperava continuassem a comunicar, fazendo com que aquele próprio corpo doutrinário se mantivesse em constante processo evolutivo.[6] Outra parcela dos adeptos, no entanto, considera o uso do termo "kardecismo" apropriado.[7] O uso deste termo é corroborado por fontes lexicográficas como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa[8], o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa[9], o Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa[10] e o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa.[11]

José Lacerda de Azevedo, médico espírita brasileiro, compreendia o kardecismo como uma "prática ou tentativa de vivência da Doutrina Espírita" criado por brasileiros "permeada de religiosidade, com tendência a se transformar em crença ou seita".[12]

As expressões nasceram da necessidade de alguns em distinguir o "espiritismo" (como originalmente definido por Kardec) dos cultos afro-brasileiros, como a Umbanda. Estes últimos, discriminados e perseguidos em vários momentos da história recente do Brasil, passaram a se auto-intitular espíritas (em determinado momento com o apoio da Federação Espírita Brasileira[13]), num anseio por legitimar e consolidar este movimento religioso, devido à proximidade existente entre certos conceitos e práticas destas doutrinas. Seguidores mais ortodoxos de Kardec, entretanto, não gostaram de ver a sua prática associada aos cultos afro-brasileiros, surgindo assim o termo "espírita kardecista" para distingui-los dos que passaram a ser denominados como "espíritas umbandistas".

Cultos afro-brasileiros

No Brasil, o termo "espiritismo" é historicamente utilizado como designação por algumas casas e associações das religiões afro-brasileiras, e seus membros e frequentadores definem-se como "espíritas". Como exemplo, citam-se a antiga Federação Espírita de Umbanda[14] e a atual Congregação Espírita Umbandista do Brasil, no estado do Rio de Janeiro.

No Brasil Império a Constituição de 1824 estabelecia expressamente que a religião oficial do Estado era o Catolicismo.[15] No último quartel do século XIX, com a difusão das idéias e práticas espíritas no país, registraram-se choques não apenas na imprensa, mas também a nível jurídico-policial, nomeadamente em 1881, quando uma comissão de personalidades ligadas à Federação Espírita Brasileira reuniu-se com o Chefe de Polícia da Corte e, subsequentemente, com o próprio Imperador D. Pedro II, e após a Proclamação da República Brasileira, agora em função do Código Penal de 1890, quando Bezerra de Menezes oficiou ao então presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, em defesa dos direitos e da liberdade dos espíritas.[16] Outros momentos de tensão registrar-se-iam durante o Estado Novo nomeadamente em 1937 e em 1941, o que levou a que a prática dos cultos afro-brasileiros conhecesse uma espécie de sincretismo sob a designação "espiritismo", como em época colonial o fizera com o Catolicismo.[17]

Adeptos do Candomblé.

A própria Federação Espírita Brasileira chegou a publicar, em 1953, em seu órgão oficial, que os umbandistas poderiam ser considerados "espíritas", com o seguinte argumento: "Baseados em Kardec, é-nos lícito dizer: todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos é espírita; ora, o umbandista nelas crê, logo, o umbandista é espírita."[18] Esse raciocínio causou polémica à época. Anos mais tarde, em 1958, o Segundo Congresso Brasileiro de Jornalismo e Escritores Espíritas opôs-se considerar os umbandistas como espíritas. Duas décadas mais tarde, em 1978 o mesmo Reformador publicou que a designação de "espíritas" pelos umbandistas é "imprópria, abusiva e ilegítima".

Na prática, sinteticamente, as semelhanças entre a prática Umbanda e a Doutrina Espírita são: a comunicação entre os vivos e os mortos, admitindo ambas, por conseguinte, a sobrevivência à morte do chamado "espírito"; a evolução do espírito através de vidas sucessivas (reencarnação); o resgate, podendo ser pela dor e sofrimento, das faltas cometidas em anteriores existências; a prática da caridade.[19]

Por outro lado, as principais diferenças são a admissão pela Umbanda: de cerimônias litúrgicas como o batizado e o matrimônio; a presença de imagens em seus cultos; o emprego de plantas em seus cultos; a música dos pontos cantados para as entidades.[20]

De todas as religiões afro-brasileiras, a mais próxima da Doutrina Espírita é um segmento (linha) da Umbanda denominado de "Umbanda branca", que guarda pouca ligação com o Candomblé, o Xambá, o Xangô do Recife, o Tambor de Mina ou o Batuque.

No tocante específicamente ao Candomblé, crê-se na sobrevivência da alma após a morte física (os Eguns), e na existência de espíritos ancestrais que, caso divinizados (os Orixás, cultuados coletivamente), não se materializam; caso não divinizados (os Egungun), materializam em vestes próprias para estarem em contacto com os seus descendentes (os vivos), cantando, falando, dando conselhos e auxilindo espiritualmente a sua comunidade. Observe-se que o conceito de "materialização"[21] no Candomblé, é diferente do de "incorporação" na Umbanda ou na Doutrina Espírita. Em princípio os Orixás só se apresentam nas festas e obrigações para dançar e serem homenageados. Não dão consulta ao público assistente, mas podem eventualmente falar com membros da família ou da casa para deixar algum recado para o filho. O normal é os Orixás se expressarem através do jogo de Ifá (oráculo).

No Candomblé, a função dos rituais durante as cerimónias de iniciação é a de afastar todo e qualquer espírito ou influência, recorrendo-se ao Ifá para monitorar a sua presença. A cerimónia só ocorre quando este confirma a ausência de Eguns no ambiente de recolhimento. Os espíritos são cultuados, nas casas de Candomblé, em uma casa em separado, sendo homenageados diariamente uma vez que, como Exú, são considerados protetores da comunidade.

O Espiritismo na Academia

Salão parisiense com as "mesas girantes" (revista "L'Illustration", 1853).
"Croquis" de um médium: gravura da obra "Extériorisation de la sensibilité" de Albert de Rochas (Paris, 1899).
Um dos experimentos de William Crookes (c. 1870).

Embora a crença em uma vida após a morte surja desde a pré-história, ao fim do Paleolítico, caracterizada pela aparição de rituais de sepultamento e culto aos ancestrais, o surgimento do espiritismo desde meados do século XIX, a partir da manifestações das Irmãs Fox despertou não apenas o interesse popular - expresso nas "mesas girantes" ou pelo tabuleiro Ouija -, mas também o da academia. Entre os pesquisadores que se dedicaram aos chamados "fenómenos psíquicos", citam-se por exemplo:

CONTINUA ABAIXO:


Escritor
Comentário de Cristal em 13 março 2012 às 7:49

Contudo, mesmo estudados por várias personalidades de renome que acabaram por contribuir de outras formas, significativas ou não, à ciência em sua acepção moderna, tais cientistas não foram capazes de elucidar ou concluir pela existência de fatos que obedeçam aos rigores científicos e que levem à conclusão segura da realidade natural dos espíritos. A metodologia utilizada pelas correntes espíritas ou é bem diferente ou transcende o método científico, e por tal o espiritismo permanece, ainda hoje, como tema não científico quando se considera a acepção "stricto sensu" de ciência, encontrando-se o espiritismo notoriamente muito mais atrelado às religiões do que às academias científicas propriamente ditas

O Espiritismo na cultura popular

Na cultura popular, muitas obras de arte apresentam ou contêm alusões a fatos, circunstâncias e conceitos que se assemelham a algumas crenças espíritas:

Literatura

"Hamlet e o fantasma" (gravura de Henry Fuseli, 1789).

Cinema

  • Sole Survivor (1970), um filme para a televisão protagonizado por Vince Edwards e Richard Basehart, desenvolve um enredo que se inicia com a queda de um bombardeiro B-25 Mitchell no deserto da Líbia durante a Segunda Guerra Mundial com a morte de todos os membros da tripulação. Décadas mais tarde, os destroços são localizados e uma equipa da Força Aérea é enviada ao local do acidente para investigá-lo. Os espíritos dos membros da tripulação, inconscientes de sua condição de mortos, continuam no local, à espera de serem salvos por uma expedição de resgate. O comportamento dos espíritos dos mortos nesta história é coerente com os ensinamentos da doutrina espírita.[29]
  • Ghost (1990), protagonizado por Demi Moore e Patrick Swayze, é uma das primeiras representações de fenómenos após-vida similares aos referidos pela Doutrina Espírita em uma produção cinematográfica. Swayze desempenha o papel de um homem jovem que é morto por um ladrão, deixando a sua esposa (Moore). Ele, como espírito, faz contato com uma médium, interpretada por Whoopi Goldberg e tenta auxiliar a sua esposa antes de partir do plano terrestre.
  • The Sixth Sense (1999), protagonizado por Haley Joel Osment e Bruce Willis, é talvez um dos mais conhecidos filmes abordando o tema do espiritismo. O personagem Cole Sear (protagonizado por Osment) é uma criança médium, enfrentando o ceticismo de todos.[30]
  • The Others (2001) pretende ilustrar o que acontece com espíritos que não percebem que estão realmente sob a forma de espírito, de modo semelhante ao postulado pela doutrina espírita.
  • Shutter (2004) retrata uma situação razoávelmente precisa de obsessão, completa com representações de manifestações de efeitos físicos e materializações de um espírito.

Televisão

Telenovelas

No Brasil, diversas telenovelas apresentaram conceitos de espiritismo:

  • "O Profeta" (1977), produzida pela extinta TV Tupi, e que também conheceu "remake" pela TV Globo (ver O Profeta (2006)), incluiu o espiritismo como uma das filosofias que tentam explicar os poderes do personagem principal, inclusive o de predizer o futuro.
  • "Terra Nostra" (1999) incluiu uma subtrama acerca de um jovem obsidiado pelo espírito do jovem amante da sua mãe que havia sido morto por seu avô.
  • "Alma Gêmea" (2005), produzida pela TV Globo, narra a história de uma mulher que morre e renasce para reencontrar a sua alma gémea.
  • "Duas Caras" (2007), produzida pela TV Globo, incluiu um personagem chamado Ezekiel,[36] que era anti-cristão graças a manifestações de sua mediunidade.
  • "Escrito nas Estrelas" (2010), apresenta muitos temas espíritas, tais como a reencarnação, a evolução dos espíritos, e a mediunidade.

O Espiritismo e a Medicina

Históricamente, em termos de Medicina, indivíduos com sintomas como audição ou visão de espíritos foram tratados como sendo portadores de transtornos mentais.

Entretanto, desde 1998 a Organização Mundial de Saúde, que até então definia o conceito de saúde apenas como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico, e social do ser humano, passou a defini-lo como o estado de completo bem-estar do ser humano integral, biológico, psicológico e espiritual.

Atualmente, a Classificação internacional de doenças (CID) em sua atualização de 2006, a CID-10, prevê, em seu item F.44.3 os chamados "Estados de transe e de possessão", definidos como:

"Transtornos caracterizados por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente. Devem aqui ser incluídos somente os estados de transe involuntários e não desejados, excluídos aqueles de situações admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito."[37]

Nesse sentido é feita a distinção entre o estado de transe normal - não mais considerado doença -, e o transtorno dissociativo psicótico, uma patologia psiquiátrica. Evidencia-se também que o estado de transe sob enfoque médico, entre eles a hipnose, não vincula-se cientificamente às explicações religiosas evocadas por muitos para explicá-los.

Relação com o Catolicismo

Ainda para uma conceituação abrangente, a Congregação para a Doutrina da Fé, herdeira do Santo Ofício, em 1 de junho de 1917 condenou a prática do Espiritismo e proibiu aos católicos participarem, sob qualquer pretexto de reuniões espíritas:

"(...) partecipare, con medium o senza medium, servendosi o no dell'ipnotismo, a sedute o a manifestazioni spiritiche, anche se hanno un'apparenza onesta o pia, sia s'interroghino le anime o gli spiriti, sai si ascoltino le risposte, sia ci si accontenti di fare da osservatori, quand'anche si dichiarasse tacitamente o espressamente che non si vuole avere alcun rapporto con gli spiriti cattivi."[38]

Coincidentemente, no ano anterior (1916) fora fundada, em Londres, a Igreja Católica Liberal, independente de Roma, que tem como um dos seus princípios a crença na reencarnação.

Atualmente um novo grupo dentro do Catolicismo, a Renovação Carismática Católica, mostra-se mais aberto ao que os espíritas definem como prática mediúnica, defendendo a valorização de uma experiência pessoal com Deus, particularmente através do Espírito Santo e dos seus dons.[39] Entre as práticas da Renovação Carismática destaca-se a da formação de grupos de oração.[40]

O Espiritismo no Brasil

Referências

  1. a b Verbete "Espiritismo" in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa Consultado em 13 Mai 2011.

Escritor
Comentário de Cristal em 13 março 2012 às 7:36

Mórmon

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Série temática sobre os
Santos dos Últimos Dias
Salt Lake Temple spires.jpg
História
Primeira Visão
Crise na sucessão
Escrituras-padrão
Bíblia
Livro de Mórmon
Doutrina e Convênios
Pérola de Grande Valor
Importantes líderes
Joseph Smith Jr. · Oliver Cowdery
Sidney Rigdon · Brigham Young
Thomas S. Monson
Publicações Periódicas (em português)
A Liahona
Doutrinas
Regras de fé
Estrutura
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Quórum dos Doze Apóstolos
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Conflitos
Guerra Mórmon · Guerra de Utah
Legião Nauvoo · Batalhão Mórmon
Ramificações
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Comunidade de Cristo
Bickertonitas · Strangitas


mórmons foi criado por pessoas que não pertenciam à Igreja para se referirem aos membros (a princípio) de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias restaurada em 6 de Abril de 1830.

Vai aceitar Jesus de acordo com a tradição dos religiosos da referida igreja, por meio de Joseph Smith Jr., Jesus Cristo teria restaurado sua igreja que, segundo eles, fundara em seu ministério na terra há 1830 anos, em uma manhã da primavera de 1820.

Ainda consoante tradição da igreja, em dúvida sobre qual igreja estava certa, Joseph decidiu orar, depois de ler trecho do Livro de Tiago 1:5 na Bíblia, que diz: "e se algum de vós tem falta de sabedoria , peça a Deus que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto e ser lhe a dada. E então em um bosque perto de sua casa, Joseph orou fielmente perguntando e pedindo por sabedoria, qual era a igreja verdadeira?, e então o próprio Joseph Smith relata: "(…)vi um pilar de luz acima de minha cabeça, mais brilhante que o sol, que descia gradualmente sobre mim. Quando a luz pousou sobre mim, vi dois Personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!(…)".

Após isso, segundo Joseph Smith, Jesus Cristo revelou que nenhuma das crenças no mundo eram verdadeiras, e que ele (Joseph), deveria restaurar a igreja de Jesus Cristo exatamente com era antes, com 12 apóstolos e um profeta.

Origem

A comunidade mórmon constitui parte de uma religião cristã restauracionista, e segundo os Mormons, o termo mórmon inicialmente era o nome de um local onde o profeta Alma ensinou o Evangelho de Jesus Cristo ao povo do Rei Noé[1] que vivia na terra de Leí-Néfi próximo ao ano 146 a.C.[2] Mórmon também é um personagem do Livro de Mórmon.[3] No livro ele é um profeta historiador que viveu nas Américas aproximadamente no ano de 321 d.C… Relata-se que Mórmon morreu por volta do ano 400-421 d.C. (Mórmon 8:3).

Personagem

Mórmon é o dito de um dos últimos profetas Nefitas, general militar e mantenedor de registros, que viveu aproximadamente entre 311 e 385 d.C..[4] Foi lhe dado este nome por causa do lugar acima.[5]

Após registrar a história que presenciou durante a vida, Mórmon resumiu os registros mantidos por seus antecessores numa única compilação, chamada Placas de Mórmon. Mais tarde, ele transferiu este registro sagrado a seu filho, Morôni. Estas placas faziam parte dos registros usados por Joseph Smith para traduzir O Livro de Mórmon.[6]

Registros

Membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

O apelido mórmons foi criado por pessoas que não pertenciam à Igreja para se referirem aos membros (a princípio) de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias restaurada em 6 de Abril de 1830.

O nome provém de um sagrado livro de escrituras compilado pelo antigo profeta Mórmon, intitulado O Livro de Mórmon, Outro Testamento de Jesus Cristo. Segundo a versão oficial da igreja o nome dado pelo Senhor, pelo qual os membros da Igreja devem ser conhecidos é santos dos últimos dias (SUD).[7]

Segundo a doutrina da igreja, nesta dispensação, que é a da plenitude dos tempos ou a última dispensação antes do glorioso dia da segunda vinda de Jesus Cristo foi incluído "dos Últimos Dias" para designar os membros da igreja nesta época,pois verdadeiramente estamos nos ultimos dias,[8]

Ver também


Escritor
Comentário de Cristal em 13 março 2012 às 7:29

Igreja Anglicana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Igreja da Inglaterra
Westminster abbey west.jpg
Abadia de Westminster
Orientação: Protestante, Católica e Reformada
Origem: Século XVI
Sede: Church House, Great Smith Street, Londres
Número de Membros: 13,4 milhões
Países em que atua: Inglaterra, Ilha de Man, Ilhas do Canal, Europa Continental, Gibraltar

A Igreja da Inglaterra (em inglês: Church of England), também denominada Igreja Anglicana, é a Igreja cristã estabelecida oficialmente na Inglaterra e é a matriz principal da atual Comunhão Anglicana ligada à Sé de Canterbury, Inglaterra, bem como é membro-fundador da Comunhão de Porvoo. Fora da Inglaterra, a Igreja Anglicana é geralmente denominada de Igreja Episcopal, principalmente nos Estados Unidos da América e países da América Latina.

A Igreja da Inglaterra compreende-se como católica e reformada:

  • Católica, na medida em que se define como uma parte da Igreja Católica[1] de Jesus Cristo, em perfeita e válida continuidade com a Igreja apostólica.
  • Reformada, na medida em que ela foi moldada por alguns dos princípios doutrinários e institucionais da Reforma Protestante do século XVI, nos princípios presbiterianos (ou calvinistas). O seu caráter mais Reformado encontra-se na expressão dos Trinta e Nove Artigos de Religião, elaborado em 1563[2] como parte do estabelecimento da via média de religião sob a rainha Elisabeth I da Inglaterra. Os costumes e a liturgia da Igreja da Inglaterra, expresso no Livro de Oração Comum (em inglês, The Book of Common Prayer - BCP), são baseados em tradições da pré-Reforma, com influência dos princípios da Reforma litúrgica e doutrinária de inspiração protestante.
    Porém, compreende-se também como Protestante, na medida em que não está subordinada ao Vaticano nem ao papa.[3].


Origem do cristianismo na Grã-Bretanha

Não se sabe exatamente quando o cristianismo se estabeleceu nas Ilhas Britânicas, mas é certo que já existia antes do século III, possivelmente a partir de missionários fugidos das perseguições às quais os primeiros cristãos estavam sujeitos. Os primeiros registros da presença cristã naquela região foram feitos pelo historiador e escritor Tertuliano, no ano de 208 d.C. Mais tarde, no Concílio de Arles, realizado em 314 d.C. na França, compareceram três bispos de uma Igreja que existia na Inglaterra sem o conhecimento da Igreja Romana.

A primeira Igreja Cristã organizada nas Ilhas Britânicas é a Igreja Celta. O povo Celta já habitava esta região antes mesmo da invasão anglo-saxônica. Esta Igreja, resistindo ao paganismo destes invasores, conseguiu manter uma Igreja Cristã independente, com organização monástica e tribal, sem nenhuma relação com a Igreja de Roma ou qualquer outra, embora mostrasse alguns hábitos e costumes orientais.

No ano de 595 d.C., o Papa Gregório I, também conhecido como Gregório Magno, mandou um grupo de monges beneditinos, chefiado pelo monge Agostinho, prior do Convento de Santo André, na Sicília, para converter a Inglaterra ao Catolicismo. Agostinho foi o primeiro arcebispo de Cantuária (em ingles, Canterbury), que é a Sé Primaz de referência para a atual Comunhão Anglicana, e passou a ser conhecido como Agostinho de Cantuária. Com o tempo, boa parte dos costumes da Igreja celta cedeu à forma latina do cristianismo implantada por Agostinho nas terras inglesas.

Em 1534, a Igreja da Inglaterra se separou em definitivo da Igreja Católica Romana, por iniciativa do rei Henrique VIII, da Casa de Tudor. A princípio havia se mostrado um leal defensor do catolicismo, que fez queimar publicamente os escritos de Lutero. Mas por conta do conflito havido com o Papa Clemente VII, relacionado com o pedido de anulação de seu casamento com Catarina de Aragão[4], para se casar com Ana Bolena e ter descendentes homens, resolveu romper com Roma. A cisão se deu através do Ato de Supremacia, confiscando todas as propriedades que a Igreja Católica possuía na Inglaterra.

Após a morte de Henrique VIII, a Inglaterra se separou momentaneamente do cisma. Henrique VIII deixou um herdeiro homem, Edward VI, que era protestante. Este teve um reinado curto pela sua morte precoce com apenas 15 anos. Seguindo a linha de sucessão, sua irmã Maria I, filha do primeiro casamento de Henrique VIII com Catarina de Aragão, assume o reinado após a morte de Edward VI. Católica fervorosa, ratificou o Ato de reconciliação da Inglaterra com Roma. Mas o seu reinado foi curto.

A emancipação da Igreja da Inglaterra da autoridade papal, através da iniciativa do rei Henrique VIII, não transformou a Inglaterra num país verdadeiramente protestante, pois a Igreja permaneceu católica quanto à doutrina[5]. Somente no reinado de sua filha, Elisabeth I, a Igreja se firmara no caminho da via média entre catolicismo e protestantismo, característica que mantém até a presente época. Assim, não se pode, historicamente, atribuir a Henrique VIII o título de fundador da Igreja Anglicana.

Anglicanos independentes

Na segunda metade do século 20, por divergências teológicas e pastorais no seio do Anglicanismo, surgiram várias denominações anglicanas independentes, ou continuantes, principalmente na América do Norte, Austrália e em vários países do Terceiro Mundo. Concomitante a este fenômeno, houve em sentido contrário o aparecimento de movimentos de convergência, nos quais protestantes ou católicos (ex: Velha Igreja Católica) aproximaram-se do Anglicanismo e buscaram estabelecer igrejas com doutrinas e práticas anglicanas.

Anglicanismo no Brasil

Igreja Anglicana brasileira, em Pelotas, Rio Grande do Sul

Para conhecer melhor a distribuição de jurisdições anglicanas no Brasil, veja denominações anglicanas no Brasil

Referências

  1. BETTENSON, H. Documentos da Igreja Cristã. 2ª Ed. Rio de Janeiro e São Paulo: JUERP / ASTE, 1983. Pg.321s.
 
 
 

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