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Os Inesquecíveis

Homens e mulheres que fizeram parte da história

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OS INESQUECÍVEIS!

A todo momento reescreve-se a História da Humanidade. Seja através das grandes realizações das personalidades INESQUECÍVEIS que atuam ativamente no cenário global ou por meio da vida cotidiana que se modula e se transforma constantemente. E assim, nessa ciranda, uma nova História se faz presente. Líderes surgem com a mesma velocidade que outros desaparecem. E será que esse legado deixado por grandes nomes da História pode nos ensinar algo? O que nós, do Depressão e Poesia, temos a aprender com eles? Eu respondo: podemos aprender tanto com seus acertos quanto com seus erros. A atuação destes INESQUECÍVEIS sempre refletiu um contexto histórico que permeou a sociedade. Logo, além de nos espelharmos em heróis do passado e presente, podemos traduzir, em atitudes e realizações, os anseios latentes de nossa esfera social.

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Lise, o Porão e a Fissão Nuclear

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Comentário de MEL RACIONAL em 21 setembro 2011 às 15:08

Eles e todos nós, hoje, depois de nos lembrarmos uns dos outros, do tempo em que ficamos esquecidos de onde saímos. Porque somos todos Um Ser!

É bom lembrar de todos que aqui chegaram e deixaram suas energias em prol da evolução da Natureza, a Mecânica Maior...

É muito bom conhecer aqueles que viveram suas grandes histórias e deixaram para nós suas experiências...

Parabéns ao grupo!

Um abraço


Administrador
Comentário de Anna Karenina em 27 setembro 2010 às 17:13

Samuel Hahnemann

Christian Friedrich Samuel Hahnemann (Meissen, Saxônia, 10 de Abril de 1755 - Paris, 2 de julho de 1843) foi o fundador da homeopatia em 1779.

Biografia

Era filho de Christian Gottfried Hahnemann, um pintor de porcelana, considerado um mestre na sua arte. Foi o terceiro de quatro filhos do segundo casamento de seu pai, a quem considerava como seu "mestre", dada a coincidência de posições sobre a dignidade e moralidade que ambos partilhava.

Seu pai sempre tentou fazer com que o seu filho continuasse a sua profissão, mas o jovem Hahnemann resolveu-se pela sua forte inclinação intelectual. A sua insaciável procura por conhecimento tournou-o aluno perdilecto do seu professor que, após os estudos primários, convenceu o pai de Samuel a deixá-lo seguir estudos em St. Afra como aluno particular do professor Müller. Era aluno externo, pelo que residia com o professor e não pagava a escolaridade. Esta escola era frequentada por nobres locais, e tinha reputação de seriedade e qualidade de ensino.

Hahnemann foi para Leipzig em 1775, depois de terminar os estudos de liceu, estudar medicina. Leipzig era, nessa altura, a capital intelectual da Saxónia. A sua Universidade era muito famosa. A faculdade de medicina apenas contemplava disciplinas de ensino teórico, descurando o ensino perto do doente, o que acontecia em todas as faculdades de medicina da Europa. Este tendência de dar mais importância à teoria que à prática encontrar-se-ia difundida por toda a Alemanha em 1790, o que explica o atraso cientifico das universidades alemãs da altura. Durante a estadia em Leipzig, Samuel Hahnemann fez muitas traduções de obras no domínio da medicina e química, o que permitiu estudar em pormenor estes campos.

Em 1777 Hahnemann dirige-se para Viena, onde vai frequentar a nova escola médica de Van Swieten, que tomava como importante a observação e ensino clínico junto do doente. Durante mais de seis meses Hahnemann acompanhou e observou as visitas do Dr. Joseph Quarin ao Hospital onde era médico responsável. Este médico melhorou as condições de diversos hospitais e aprefeiçoou a clínica médica.

Depois de seis meses em Viena, Hahnemann torna-se médico privado e bibliotecário do Governador de Transilvância. Em 1779 vai para Erlangen, onde defende a sua tese de doutoramento em medicina, seguindo depois para Dessau, onde conhece o farmacêutico Haeseler e a sua filha Henriette, com quem casou.

Na sala interior da farmácia do seu sogro inicia as suas experiências de química, ao mesmo tempo que mantém a actividade médica. Continuou o seu trabalho em traduções, às quais acrescentou sempre anotações pessoais, que o ajudaram a ficar conhecido na Alemanha. Trabalhou muito na pesquisa química, publicando diversos artigos em várias revistas de química e farmácia.

Quando estava a traduzir a obra As leituras da Matéria Médica de Cullen, Hahnemann escreveu uma anotação onde criticou a opinião do autor sobre os efeitos da quina no tratamento da malária, que dizia tratar pelo seu sabor amargo. Hahnemann escreveu que não se pode considerar que a quina cure a malária por ser amarga, mas por causar os efeitos semelhantes aos da malária se tomada por alguém saudável, o que ele experimentou. Isto dá origem ao primeiro enunciado do princípio da semelhança.

Hahnemann confirmou as suas descobertas no que diz respeito à chinchona, ao observar que os trabalhadores das fábricas de quinino sofriam do envenenamento da chinchona, que era semelhante à febre intermitente. Começou então a perceber que um remédio pode provocar as condições mórbidas de doença como curá-las, quando testado em voluntários humanos saudáveis. Mais tarde teve dois casos que ajudaram a essa sua teoria. Numa família com quatro crianças, três tiveram escarlatina e apenas uma, que estava a tomar Belladona para a artrite, escapou à infecção. Numa outra família com oito crianças, três tinham escarlatina, e Hahnemann deu às outras cinco Belladona em doses muito baixas. Nenhuma das cinco crianças ficou doente.

A partir de 1796, Hahnemann volta aos seus trabalhos de tradução, apurando a sua doutrina e publicando diversos artigos em jornais de medicina prática. Nestes artigos expunha os absurdos e erros da medicina ortodoxa, a que eles chamava Alopatia. Durante anos andou inconstante, mudando de casa diversas vezes em poucos anos. Os seus recursos vinham quase exclusivamente das suas traduções.

Em 1804 mantém-se em Torgau por sete anos, praticando medicina regularmente, num longo período de estabilidade. Regressa depois a Leipzig, e muda de casa mais duas vezes. Em Köthen exerceu prática médica regular, dando.lhe finalmente alguma estabilidade financeira, sendo então o período de maturidade da doutrina homeopática. Juntaram-se-lhe a ele diversos entusiastas da prática em conjunto, testaram várias drogas com todos os cuidados possíveis para eliminar o erro. Estes testes foram meticulosamente relatados, formando o núcleo da matéria médica homeopática, compilados na clássica Matéria Médica Pura (1811).

Durante alguns anos foi estudando diversas drogas e seus efeitos e aplicações, ficando com uma profunda compreensão da patogenesia de muitas substâncias poderosas, e utilizou-as como remédios. Nesta base contruiu a arte da prática homeopática. Devido aos relatos incompletos ou inadequados dos toxicologistas, patologistas e clínicos, Hahnemann não teve opção senão testar os remédios e venenos em indivíduos saudáveis, que seriam ele, a sua família e amigos.

Em 1810, Hahnemann publicou a primeira edição do famoso ORGANON da medicina racional, que foi uma ampliação do seu trabalho A medicina da experiência. Em vida publicou mais quatro edições, corrigidas e aumentadas em função das modificações da sua teoria, segundo a sua experiência. Passou a chamar-se ORGANON A Arte de Curar. Este livro depressa se tornou um clássico.


Administrador
Comentário de Anna Karenina em 27 setembro 2010 às 17:04

Jesuíta hispano-brasileiro
José de Anchieta

19/3/1534, ilhas Canárias
9/7/1597, Reritiba (atual Anchieta, ES)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
José de Anchieta nasceu em família rica, numa das sete ilhas Canárias, de onde avistava os navios que se abasteciam no porto de Tenerife para seguir rumo ao Oriente ou ao Novo Mundo. O pai era um nobre basco, e a mãe, uma judia conversa. Aos 14 anos, foi estudar em Coimbra (Portugal). Sentia a vocação religiosa e, em 1551, foi admitido como noviço no colégio jesuíta da Universidade de Coimbra.

Em 1553, com 19 anos, foi convidado a vir para o Brasil como missionário, acompanhando Duarte da Costa, o segundo governador-geral nomeado pela Coroa. No comecinho de 1554, chegou a São Vicente, a primeira vila fundada no Brasil por Martim Afonso de Sousa. Lá, teve o primeiro contato com os índios.

No mesmo ano, junto com o jesuíta português Manuel da Nóbrega, subiu a serra do Mar até o planalto que os índios denominavam Piratininga, ao longo do rio Tietê. Os dois missionários estabeleceram um pequeno colégio, e, em 25 de janeiro de 1554, celebrou-se ali a primeira missa. Anchieta começou o trabalho de conversão, batismo e catequese.


Para os índios, foi médico, sacerdote e educador: cuidava do corpo, da alma e da mente. Na catequese, usava o teatro e a poesia, tornando a aprendizagem um processo prazeroso. Ensinou latim aos índios, aprendeu tupi-guarani com eles e (seguindo a tradição missionária, que mandava assimilar e registrar os idiomas) escreveu a "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", publicada em Coimbra em 1595.

O colégio de São Paulo de Piratininga, como era chamado, logo expandiu seu núcleo. Mas, ao longo do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, as tribos formaram uma aliança (conhecida como Confederação dos Tamoios) que atacou São Paulo diversas vezes entre 1562 e 1564.

Anchieta e Nóbrega tiveram um conflito com Duarte da Costa e decidiram iniciar as negociações de paz com os tamoios em Iperoig (hoje Ubatuba). Anchieta, falando tupi-guarani e viajando por toda aquela costa, foi crucial para ganhar a confiança dos índios, e, após muitos incidentes, estabeleceu-se a paz entre tamoios, tupinambás e portugueses. Nessa época, Anchieta escreveu o "Poema em Louvor à Virgem Maria", com 5.732 versos, alguns dos quais traçados nas areias das praias.

Em 1565, entrou com Estácio de Sá na baía de Guanabara, onde estabeleceram os fundamentos do que viria a ser a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Dali, Anchieta seguiu para Salvador, onde foi ordenado sacerdote. Por ocasião dessa viagem, novamente pisou em terras capixabas. Em 1567, voltou para o Rio e para São Vicente. Nessa última, permaneceu dez anos, quando foi nomeado provincial (supervisor) dos jesuítas no Brasil.

Em 1585, fundou a aldeia de Guaraparim (hoje Guarapari), no Espírito Santo. Morreu aos 63 anos em Reritiba, atual Anchieta. Os índios levaram seu corpo numa viagem de 80 quilômetros até Vitória, onde foi sepultado.

Anchieta, chamado o Apóstolo do Brasil, foi beatificado em 22 de junho de 1980 pelo papa João Paulo 2o.

Administrador
Comentário de Anna Karenina em 6 setembro 2010 às 1:57
Carmen Annes Dias, A Voluntária

Diz a história que o nome Porto Alegre é uma referência à alegria dos primeiros jovens casais açorianos que ali atracaram, por volta de 1750. A menina Carmen, nascida no Natal de 1911, era filha de um desses casais pioneiros da capital gaúcha.

A ascendência ilustre e animada devia ser para Carmen motivo de orgulho e responsabilidade. Pois desde os primeiros registros fotográficos, em todas as situações de convívio social que foram registradas em imagens, ela aparece com seu enorme sorriso, ostentado como um enfeite, uma benção com a qual foi agraciada e que se esforçava em espalhar para todos à sua volta.

Carmen fez da sua união com Antônio Prudente um acontecimento, uma experiência transformadora. Passou a usar o sobrenome Prudente como um estandarte, uma marca da luta contra o câncer.

Será que ele imaginava até onde Carmen iria quando escreveu aquela dedicatória convocando-a a se casar com ele e abraçar ao mesmo tempo sua causa pessoal?

-Ele gostava de tudo o que eu fazia - diria ela, já viúva, sobre os tempos em que, juntos, conquistaram São Paulo e, com dinheiro arrecadado junto à população, construíram o Hospital do Câncer.

O sisudo Antônio Prudente divertia-se com as estrepolias da mulher. Juntos, cruzaram o mundo em congressos internacionais sobre o câncer. Viajaram a 39 países, e conheceram 206 cidades em todo o mundo. A cada retorno, ele se espantava com os livros de viagem que Carmen escrevia sem parar.

"Marajás, Beduínos e Faraós" e "E o Nilo Continua", com impressões sobre o Egito, quando o casal participou de um congresso internacional no Cairo; "Perambulando pela Turquia e pela Grécia", "Passaporte 007/806", com impressões sobre a fuga de comunistas da antiga Berlim Oriental, em 1949.

Carmen escreveu 15 livros e cruzou os cinco continentes. Em todo lugar que fosse, proferia palestras perante auditórios categorizados de congressos, sociedades , organizações assistenciais, sobre os feitos da Rede Feminina de Combate ao Câncer no Brasil. E todos os seus livros tinham renda revertida para as obras assistenciais do hospital.

Às vezes, as dificuldades em administrar o Hospital do Câncer deixavam Prudente irritado. Daí, a simples passagem do médico de 1m90 pelos corredores metia medo nos funcionários. A gaúcha baixinha aliviava a tensão.

-Deixa o Tonão quieto hoje.

Tonão viveu ao lado de Carmen de 1938 a 1965. O casal não teve filhos.

- Só um, de concreto - dizia ela, referindo-se ao Hospital do Câncer. E, como é de praxe, o filho de concreto comportou-se como tal, e deu a seus pais muita alegria, tristeza e preocupação.

A Natureza da Paixão

-Que dizer de uma mulher que foi toda a minha vida?

Quais os segredos de Carmen? Que tipo de mulher é capaz de originar, mesmo após sua morte, declaração de amor como essa, feita por outra mulher, no caso, Maria Antonieta Vaz de Lima Bandiera?

Durante 40 anos, Maria Antonieta foi vice-presidente e braço direito de Carmen na Rede Feminina, hoje Rede Voluntária. Maria Antonieta era casada com o médico Dino Bandiera, 1º assistente de Antônio Prudente. Certa tarde, nos anos 40, a campainha tocou na bela residência do casal, na av. Paulista.

-Levei um susto. Já sabia quem ela era, só nunca tínhamos conversado antes.

Carmen veio sozinha, e desatou a falar.

-Eu sentia um friozinho na barriga. Sua conversa, no entanto, era cativante. Que jeito formidável de falar!

Não é de espantar que, um mês após o início dos trabalhos da Rede Feminina de Combate ao Câncer, em 1946, houvesse centenas de voluntários inscritos. A presidente da instituição era irresistível.

Carmen de Revorêdo Annes Dias era a segunda entre quatro filhos do casal Heitor Annes Dias e Carolina de Revorêdo. Ele, médico reconhecido no Rio Grande do Sul, clínico pessoal de Getúlio Vargas. Ela era a quase mitológica dama de sociedade, mulher cantada em versos nos pampas, sobrinha do político Júlio de Castilho. Uma morena alta, sorridente, bondosa, que depois de casada ficaria conhecida como Dona Sinhá. Além da filha Carmen, Dona Sinhá teve Cássio, em 1906, Helena, em 1915, e Balbinete, nascida por acaso em Paris, no ano de 1917.

A ampla casa da família, uma construção em estilo art nouveau na rua João Pessoa, bairro da Redenção, em Porto Alegre, vivia cheia. Nos idos dos anos 20, adolescência de Carmen, o irmão Cassio já era estudante de Medicina. Raramente almoçavam sós, viviam cercados de estudantes, geralmente, os amigos de faculdade de Cássio ou colegas das meninas compartilhavam da mesa de Dona Sinhá.

-Era uma farra! - lembrava Carmen. Ela trazia viva na memória principalmente a alegria da mãe, uma mulher sociável que se dedicava a obras de caridade no Sul.

Carmen era igualmente alegre, estudiosa, rápida no gatilho. A morena agitada admirava manifestações de força: tempestades, salva de canhões. A vida toda amaria os aviões a jato. Também aprendeu cedo a se enfeitar.

- Quem não se enfeita assim mesmo se enjeita, dizia.

Ainda criança, lá pelos 14 anos, assumiu o ar impecável que manteria vida afora.

-Gosto de estar sempre pronta. Afinal, nunca se sabe onde a gente vai parar até o fim do dia.

Carmen lia e recortava tudo que encontrava sobre outros países, principalmente os que não conhecia. Sonhava.

-Um dia eu vou estar lá.

Estudou no Colégio Sevigné, em Porto Alegre. Em casa, as meninas tinham aulas particulares de inglês, francês, alemão, hábito que Carmen nunca abandonaria. Vem daí a paixão pelos idiomas. Ela era fluente em espanhol, italiano, inglês, francês e alemão. Já adulta, aprendeu a falar russo e japonês.

Ao vasculhar seus pertences após sua morte, a família de Carmen encontrou um caderno com lições de árabe, provavelmente uma de suas últimas peripécias enquanto estava lúcida.

A família mudou para o Rio em 1934, acompanhando o pai, que já estava na antiga capital federal, como médico pessoal do presidente Getúlio Vargas. Durante o Estado Novo, foram morar no bairro do Flamengo, próximo ao Palácio do Catete. Tempos de sonho, em que Carmen chegou a tocar castanholas para Getúlio.

No Rio, Carmen trabalhava como secretária do pai, Heitor Annes Dias. Também atuava como jornalista para "A Gazeta", dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Como secretária, Carmen se dividia entre as viagens com o pai e o trabalho no consultório. Heitor Annes Dias dava aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro e escreveu vários livros em sua área. Era clínico geral.

Foi numa das viagens com o pai, a Berlim em 1938, que conheceu o médico Antonio Prudente Meirelles de Moraes. À primeira vista, como contou às irmãs, achou antipático o grandalhão.

Casaram-se dois meses depois, na igreja do Rosário, Rio de Janeiro.

Com jeitão de aristocrata do café, o aparentemente antipático Antônio Prudente mostrou-se na verdade um tímido, religioso e idealista cirurgião completamente envolvido no combate ao câncer.

Carmen mudaria os ares em volta de Prudente, que não era nada expansivo. Em São Paulo, foram morar numa casa na rua Rodrigues Alves, no Paraíso. Casada, Carmen mudou de patrão. De secretária do pai, passou a auxiliar do marido.

Ela não teve filhos.

-Não farei nenhum tratamento. Deus deve saber o motivo, costumava dizer à família.

De certo modo, Carmen levou Prudente ao limite de suas possibilidades. Era dela a vontade férrea e o carisma para conseguir os recursos necessários para tocar os trabalhos do hospital quando tudo o mais parecia perdido.

-Ela era maravilhosa. Inteligente, sensível... Sua presença iluminava o ambiente, lembrou Maricha Angielczyk, uma judia polonesa que chegou ao Brasil em 1947 e durante 40 anos trabalhou com Carmen na Rede Feminina de Combate ao Câncer.

-Saíamos muito de carro, para recolher doações em fábricas. Ela visitava a todos para conseguir dinheiro e apoio. Nunca a vi sair de um desses lugares com as mãos vazias, dizia Maricha.

Não que a militância ao lado da senhora Prudente fosse uma espécie de calvário onde as jovens senhoras poderiam expiar seus pecados. Era uma diversão e uma aventura sair com ela pela cidade em busca de doações.

Um exemplo: a senhora Prudente não podia ver barracas de quebra-queixo. "Ela se lambuzava toda", contava a voluntária Maricha Angielczyk, ao lembrar de suas visitas a fábricas e lojas do Bom Retiro, reduto de imigrantes árabes e judeus em São Paulo.

Os lojistas acotovelavam-se para conhecê-la. "Dona Carmen está aqui?", diziam encantados. Quem não dava dinheiro doava o que tinha, roupas, armarinhos, o que houvesse à mão. "Voltávamos com a perua lotada. Não havia como carregar mais nada", contava Maricha.

Uma vez, Carmen parou o trânsito em pleno largo do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Saiu atrasada para a gravação de um spot na antiga TV Record. Como não dirigia, deu indicações nada precisas sobre que caminho seguir para a voluntária Maria Genoveva Velho, que levava Carmen por todo lado em São Paulo, em seu Fiat caixotinho branco. O resultado foi que Genoveva entrou na contramão em plena Praça do Correio.

O guarda de trânsito ficou bravo, até saber quem estava dentro do carro. Quando viu Carmen Prudente, parou o trânsito para que Genoveva manobrasse e as duas saíssem dali em segurança.

Quando as crises do Hospital se acentuaram, na década de 70, e só vultosas quantias poderiam sanar as dificuldades, Carmen ligava para empresários e personalidades em busca de doações ou participações especiais em eventos.

- Nunca recusavam seus pedidos, testemunhou a voluntária.

http://www.hcanc.org.br/index.php?page=214

Administrador
Comentário de Anna Karenina em 5 setembro 2010 às 14:34
Diana, Princesa de Gales

Diana, Princesa de Gales (nascida Diana Frances Spencer; Sandringham, 1 de julho de 1961 — Paris, 31 de agosto de 1997) foi a primeira esposa de Charles, Príncipe de Gales, filho mais velho e herdeiro aparente da Rainha Elizabeth II. Seus dois filhos, os príncipes William e Harry, são respectivamente o segundo e o terceiro na linha de sucessão aos tronos do Reino Unido, do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia e de outros doze países da Commonwealth.

Após o seu casamento com o Príncipe de Gales em 1981, Lady Di tornou-se uma das mulheres mais famosas do mundo:[1] um ícone da moda, um ideal de beleza e elegância feminina,[2] admirada por seu trabalho de caridade,[3] em especial por seu envolvimento no combate à SIDA/AIDS e na campanha internacional contra as minas terrestres.

O casamento foi inicialmente feliz, mas terminou em 1996, após vários escândalos tanto por parte de Charles como de Diana.

A sua trágica e inesperada morte num acidente de carro, em Paris, foi seguida de um grande luto público pelo Reino Unido e, em menor escala, pelo mundo. Seu funeral, em setembro de 1997, foi assistido globalmente por cerca de 2,5 bilhões de pessoas.
Mesmo uma década após a sua morte, a "Princesa do Povo" (termo cunhado pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair) continua sendo uma das celebridades mais constantes na imprensa, servindo de tema para milhares de livros, jornais e revistas. O seu nome é citado pelo menos 8 mil vezes por ano na imprensa britânica.[5]

Os vários biógrafos de Diana divergem-se quando o assunto é a decadência de seu casamento; Andrew Morton, por exemplo, culpa a "crueldade" de Charles, enquanto que Sally Bedell Smith aponta os supostos "distúrbios mentais" de Diana; a jornalista Tina Brown, por sua vez, atribui o desastre à ingenuidade da princesa em uma ficção forjada pelos tablóides

Nascimento e infância

Diana Frances Spencer nasceu como a terceira e última filha de Edward John Spencer, Visconde Althorp (1924-1992), e de sua primeira esposa, a Hon. Frances Ruth Burke-Roche (1936-2004), em Park House,na propriedade real de Sandringham em Norfolk, Inglaterra, às 19:45.

Foi batizada na Igreja de St. Mary Magdalene em Sandringham pelo reverendo Percy Herbert (reitor da igreja e ex-bispo de Norwich e Blackburn). O seus padrinhos foram: John Floyd (presidente da Christie's), Lady Mary Colman (uma sobrinha da Rainha Mãe), a Sra. Sarah Pratt e a Sra. Carol Fox.

Em Park House, Diana costumava brincar com os príncipes Andrew e Edward. Ela também gostava de ir à praia.
[editar] Separação e divórcio dos pais

Em 1968, durante a acrimoniosa separação dos seus pais, ocorrida, em parte, por causa do caso extraconjugal de Lady Althorp com o empresário Peter Shand Kydd, Diana e o seu irmão Charles foram levados por Frances para viver no seu apartamento em Knightsbridge, Londres, onde a princesa foi matriculada numa escola diária local.


No Natal daquele ano, as crianças Spencer foram celebrar a ocasião com o seu pai, que se recusou a deixar os filhos retornarem à capital londrina com a mãe. Subseqüentemente, em 1969, os Althorp brigaram pela custódia dos filhos na Justiça; porém, o juiz concedeu a Lorde Althorp, que foi apoiado por um depoimento de sua sogra contra Frances, a guarda de Diana e do seu irmão Charles. A guarda das irmãs mais velhas da princesa, Sarah e Jane, seria compartilhada igualmente entre os pais.

A separação e o divórcio dos seus pais trouxe efeitos negativos a Diana, então com sete anos, que ficou determinada, no futuro, a constituir uma família unida e feliz. Ela não queria repetir os erros dos pais. Detratores de Diana acreditam que a princesa desenvolveu uma doença mental decorrente de uma infância problemática; entretanto, parentes, amigos e professores dela afirmam que isso não é verdade. Diana, por sua vez, num filme caseiro, classificou sua infância como infeliz. "Os meus pais nunca disseram que me amavam

Em 2 de maio de 1969, a mãe de Diana casou-se com Peter Shand Kydd, numa cerimônia discreta. Enquanto isso, o pai de Diana começou um relacionamento com Raine McCorquodale, a única filha da famosa romancista Barbara Cartland e também a ex-esposa de Gerald Legge, 9° Conde de Dartmouth. O pai de Diana foi chamado de "o outro homem" no divórcio dos Dartmouth.
[editar] Lady Diana
Althorp, em Northamptonshire, nos dias de hoje.

Com a morte de seu avô paterno, Albert Spencer, 7° Conde Spencer, em maio de 1975, o pai de Diana tornou-se o 8.° Conde Spencer. Diana, com catorze anos, e suas irmãs, como resultado disso, receberam cada uma o título de "Lady", prerrogativa comum entre filhas de condes britânicos. Seu irmão Charles tornou-se, por sua vez, o novo Visconde Althorp.

Pouco tempo depois, Johnny Spencer e seus quatro filhos mudaram-se para Althorp, em Northamptonshire, a propriedade ancestral da família Spencer do século XVI, deixando Park House, que era alugada da família real.[8]

Em 14 de julho de 1976, o novo Conde Spencer desposou sua companheira Raine MacCorquodale, num registo de Caxton Hall, Londres. A madrasta nunca teve uma boa relação com seus enteados, que a apelidaram como "Acid Raine".[9]

O filho de Edmund Burke-Roche, 5° barão Fermoy,e de sua esposa, Lavinia Pitman,o primo-irmão de Diana, Patrick Burke-Roche , torno-se o 6º Barão Fermoy (Irlanda).Em 26 de março de 1998, ele casou-se com Tessa Fiona Kayll, filha do major David Pelham Kayll.

Educação e juventude

Diana frequentou Riddlesworth Hall, em Norfolk, uma escola preparatória para meninas, onde ela foi reconhecida pelo seu talento para as artes, em particular para a dança (estava convencida de que um dia seria uma grande dançarina) e para a música (como pianista e cantora amadora). Diana também era uma excelente esportista: suas paixões eram tênis, natação, hockey e salto ornamental; chegou a ganhar até mesmo prêmios por suas atividades. Popular entre todos, Diana ganhou um prêmio por "prestimosidade", pois estava sempre ajudando seus colegas nas atividades escolares.

Seu pai depois a matriculou em West Heath Girl's School, em Sevenoaks, Kent, esperando que esta respeitável escola aproximasse Diana mais dos estudos e a afastasse do balé, que provavelmente era a maior paixão de sua infância e juventude. A princesa foi educada em West Heath por cinco anos, mas não passou em seus exames finais, mesmo numa segunda tentativa. Como uma cadeira na escola já não era mais possível, Diana terminou sua educação em dezembro de 1977, aos dezesseis anos. Porém, para uma garota de família aristocrática e rica, isso não tinha muito importância: bastava se casar bem.

Em novembro de 1977, durante uma festa de caça em Althorp, Diana Spencer tinha conhecido seu futuro marido, o príncipe Charles, que então namorava sua irmã mais velha, Sarah. Charles e Sarah terminaram o relacionamento em algum momento depois de fevereiro de 1978.

Tendo deixado West Heath, Diana estudou, entre janeiro e março de 1978, no Instituto Alpin Videmanette, em Rougemont, Suíça, onde foi preparada para atividades sociais, como etiqueta, arte culinária, arte floral, línguas e muitas outras.
[editar] Vida em Londres

Quando retornou à Inglaterra, Diana, aos dezoito anos, recebeu de seus pais um apartamento em Londres. Em setembro de 1978, Diana iniciou um curso de culinária francesa em Cordon Bleu, apesar de detestar cozinhar, e teve que abandoná-lo para cuidar de seu pai enfermo. Com a ajuda de sua mãe, ela obteve um emprego como professora de balé no conhecido estúdio Vacani,[10] mas ficou pouco tempo ensinando.

Embora fosse filha de nobres, ela trabalhou como uma mulher normal que procurava independência e realização pessoal. Entrou para a brigada da "fita de veludo encarnada", uma associação para mulheres da alta sociedade que procuravam seguir padrões e valores bastante liberais, sendo vulgarmente conhecidas como "Sloane Rangers". Inscreveu-se em duas agências: Solve Your Problems e Knightsbridge Nannies, fazendo tarefas domésticas, como faxineira e babá, antes de se tornar professora do jardim de infância Young England School, em Pimlico.

A sua vida em Londres era tranqüila: não ia a discotecas nem a festas extravagantes, optava por locais mais modestos e calmos, pois era tímida, insegura e sensível. Passava habitualmente os fins-de-semana em Althorp, junto de sua família e amigos. Lady Diana, numa entrevista, disse que naqueles anos queria se manter "tidy", um eufemismo britânico para virgindade, porque ela esperava alguém especial.
[editar] Romance

Em novembro de 1978, Diana e sua irmã Sarah foram convidadas para o aniversário de trinta anos do príncipe Charles. Numa carta para a sua babysitter, Mary Clarke, Diana revela que teria planeado, juntamente com os seus irmãos, Charles e Jane, casar a sua irmã mais velha, Sarah, com o príncipe Carlos.[11]

Outro convite, desta vez feito pela Rainha para uma semana de caça em Sandringham, veio em janeiro de 1979. Em julho do mesmo ano, Diana e sua irmã Jane foram convidadas pela Rainha para o Castelo de Balmoral, na Escócia.

Em agosto de 1979, um fato devastador para Charles aconteceu: seu tio-avô e padrinho, Lorde Mountbatten, foi assassinado pelo IRA. Eles eram tão próximos que Mountbatten era visto como o "pai substituto" dele. Em um encontro com amigos mútuos, Charles e Diana sentaram-se um do lado do outro e começaram a conversar alegremente até o assunto sobre o funeral de Mountbatten ser tocado. Diana disse:
Cquote1.png

Você parecia tão triste (...) Meu coração ficava vazio enquanto via você daquele jeito, e eu pensei: 'Isso não está certo, você está completamente sozinho, você deveria ter alguém para cuidar de você.
Cquote2.png

Dali em diante, a figura que Charles tinha de uma garotinha, uma vizinha de Sandringham nos tempos de infância, transformou-se definitivamente, e ele começou a procurá-la. Em fevereiro de 1980, foi a primeira vez que Diana passou um fim de semana em Sandringham sem a companhia de uma irmã, apenas da família real. Há rumores de que a então ex-namorada do príncipe, Camilla Parker Bowles (sua atual esposa), ajudou-o a escolher como esposa Lady Diana Spencer. Camilla fazia parte do restrito círculo de amigos de Charles.

É fato que a avó materna de Diana, a Baronesa Fermoy, era a dama de companhia, confidente e amiga da avó materna de Charles, a Rainha Mãe, e há boatos de que as duas planejaram o casamento entre seus netos. Os pais de Charles também esperavam uma nora com as "qualidades certas": Diana, por exemplo, era virgem, protestante e aristocrata.
Noivado

As constantes aparições de Diana e Charles juntos começaram a atrair a atenção da imprensa, e o The Sun escreveu que um novo romance real começara. A cada momento que saía de seu apartamento, ela era seguida por jornalistas. No dia 6 de fevereiro, Charles combinou um encontro com Diana no Castelo de Windsor. Lá, ele falou o quanto sentiu sua falta durante uma viagem à Suíça e pediu a sua mão em casamento.

No dia 23 de fevereiro, depois de contar as novidades para a família e amigos, Diana saiu de seu apartamento em Coleherne Court e partiu para o Palácio de Buckingham, a fim de evitar a mídia. O Palácio de Buckingham anunciou o noivado no dia 24 de fevereiro de 1981. Diana ficou no palácio em companhia de dois empregados, mas não de seu noivo.

Quando o príncipe teve que realizar uma viagem oficial à Austrália e à Nova Zelândia logo em seguida, Diana foi vista e filmada chorando no aeroporto[carece de fontes?]. Dez dias antes do casamento, Diana perguntou se Charles ainda estava apaixonado por Camilla, após ver um bracelete embrulhado em uma caixa de presente, com as iniciais G. & F. (Gladys & Fred, os apelidos que Camilla e Charles deram um ao outro)[carece de fontes?]. Conforme Diana alegou, o príncipe não lhe deu uma resposta clara. Pouco tempo depois, um jantar entre Diana e Camilla foi organizado, e a futura princesa disse, para um de seus cortesãos, que tinha sido um sucesso e que tinham se entendido.[carece de fontes?]

Uma semana antes do casamento, Diana assistiu a uma partida de pólo em que Charles estava jogando. Na arquibancada, ela começou a chorar novamente. Isso aconteceu um pouco depois que ela soube que seu noivo estava planejando entregar o bracelete a Camilla. O Palácio de Buckingham, em resposta, disse que foi exaustão. Apesar disso, Diana e Charles tiveram bons momentos durante seu noivado e pareceram felizes juntos enquanto estavam nas ruas, cumprimentando o público.
Casamento

O casamento ocorreu na Catedral de São Paulo em Londres, numa quarta-feira, no dia 29 de julho de 1981. A cerimônia contou com 3500 convidados (incluindo Camilla Parker Bowles e seu esposo Andrew) e foi assistida por cerca de um bilhão de pessoas em todo mundo via televisão. Diana se tornou oficialmente Sua Alteza Real a Princesa de Gales e foi imediatamente elevada a terceira mulher mais importante da monarquia britânica, somente atrás da Rainha Elizabeth II e da Rainha Mãe.Diana viajou a varios países em missões da família real britânica, em 1982, representou a rainha Elizabeth II no funeral da Princesa Grace de Mônaco. O casamento do século XX passou a ser comparado a um conto de fadas, e rapidamente a princesa conquistou o público com sua beleza, chamando, muitas vezes, mais atenção do que seu marido.
Filhos


Charles e Diana tiveram dois filhos:

* O Príncipe William de Gales, nascido em 21 de junho de 1982.
* O Príncipe Harry de Gales, nascido em 15 de setembro de 1984.

Crise

Entretanto, no palácio real, as tensões entre Charles e Diana aumentaram. O príncipe estava sempre comprometido com seus deveres, e Diana sentia-se sozinha e suspeitava, cada vez mais, de que ele estaria tendo um caso com Camilla Parker-Bowles. Em público, eles continuavam a aparentar um casal apaixonado. No meio da década de 1980, após o nascimento dos dois filhos do casal, Charles passou a ficar mais tempo com seus amigos, incluindo Camilla, bem como a ficar mais tempo em Highgrove House, enquanto que Diana permanecia no Palácio de Kensington.
Ruína do casamento

Para descrever o colapso do casamento entre Charles e Diana, a mídia britânica e internacional chamou-a de Guerra dos Galeses. O nome deriva da Guerra das Duas Rosas, uma série de disputas entre a Casa de York e a Casa de Lancaster pelo trono inglês. A "Guerra dos Galeses" iniciou-se no final dos anos 80, quando se tornou do conhecimento público que o casamento de Charles e Diana estava arruinado. Chegou ao seu climax em 1992, quando o Príncipe e a Princesa de Gales formalmente se separaram.
[editar] Separação e divórcio

Os príncipes de Gales finalmente se separaram em 9 de dezembro de 1992. O divórcio foi finalizado em 28 de agosto de 1996. O acordo criado pelos advogados dos príncipes estabelecia que Diana poderia continuar vivendo no Palácio de Kensington; que a guarda dos príncipes William e Harry seria dividida entre eles; e que uma quantia de £17 milhões de libras seria concedida à Diana, sob a condição de que esta renunciasse ao tratamento de "Sua Alteza Real". A partir daí, seu título oficial passou a ser "Diana, Princesa de Gales", mas foi mantida como membro da Família Real Britânica já que era mãe do 2° e 3° sucessores à coroa britânica.
Trabalho de caridade

A Princesa Diana tornou-se bastante conhecida por apoiar projetos de caridade (tanto antes como depois de seu divórcio) e ajudava especialmente campanhas contra minas terrestres e no combate à AIDS.
AIDS

Em abril de 1987, a Princesa de Gales se tornou a primeira grande celebridade a ser fotografada tocando uma pessoa infectada com o vírus HIV. Sua contribuição para mudar a opinião pública em relação aos aidéticos foi levantada em 2001 pelo presidente americano Bill Clinton, quando este disse:

Em 1987, quando muitos acreditavam que a AIDS poderia ser contraída através do toque, a Princesa Diana sentou-se numa cama onde deitava um aidético e segurou sua mão. Ela mostrou ao mundo que as pessoas com AIDS não mereciam o isolamento, mas sim compaixão. Isso ajudou a mudar a opinião do mundo, ajudou as pessoas com AIDS, e também ajudou a salvar as pessoas em risco

Minas terrestres

A visita de Diana a Luanda, Angola, em janeiro de 1997, talvez tenha sido a sua aparição mais importante, trabalhando como uma voluntária VIP do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Diana visitou sobreviventes das explosões de minas terrestres em hospitais, excursionou projetos organizados pela HALO Trust e compareceu em aulas de conhecimento sobre minas terrestres que ameaçavam casas e vilarejos.

Em agosto do mesmo ano, Diana visitou a Bósnia com o Landmine Survivors Network. A princesa tinha interesse em evitar os prejuízos que as minas causavam às pessoas, especialmente a crianças.

Em janeiro de 2005, as atividades de Diana referentes a minas terrestres produziram poucos frutos. A Organização das Nações Unidas apelou para que as nações que produziam e que estocavam o maior número de minas terrestres (China, Índia, Coréia do Norte, Paquistão, Rússia e Estados Unidos) assinassem o Tratado de Ottawa, proibindo sua produção e uso, contra os quais Diana lutou em campanhas.

Carol Bellamy, diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), disse que minas terrestres continuam sendo "uma atração mortal para crianças, cujas inata curiosidade e necessidade de brincar freqüentemente as levam direto para o caminho do mal".
[editar] Morte

Ver artigo principal: Morte de Diana, Princesa de Gales

A Chama da Liberdade, que fica acima da entrada do túnel onde Diana morreu. Os fãs de Diana o decoram com cartazes, que são, por lei, removidos pelas autoridades francesas.

Em 31 de agosto de 1997, Diana morreu num acidente automobilístico no túnel da Ponte de l'Alma, em Paris, França foi perseguida por sete paparazzi. Diana estava jantando com Dodi Al-Fayed em um restaurante quando começou a perseguição por parte dos paparazzis. No carro, Diana estava acompanhada de Dodi Al-Fayed e o motorista Henri Paul. A Mercedes-Benz S280 sedan deles bateu fortemente no 13° pilar do túnel. Como não havia barras metálicas entre os pilares, uma pequena mudança na direção do veículo poderia facilmente resultar numa colisão frontal.

O guarda-costas de Fayed, Trevor Rees-Jones, era o mais próximo do ponto de impacto e foi o único sobrevivente do acidente. Trevor também era o único ocupante do carro que estava utilizando o cinto de segurança - o que não é comum, pois guarda-costas precisam de livre movimento para proteger profissionalmente alguém. Rees-Jones, depois de meses em coma no hospital, disse que não tinha lembranças do acidente.

Henri Paul e Dodi Al-Fayed morreram imediatamente, e Diana - sentada ao banco de trás - resvalou-se brutalmente durante o impacto e bateu no banco à sua frente, causando uma hemorragia interna e quebra de ossos (bacia e braço). Diana foi transportada para o Hospital Pitié-Salpêtrière, onde, apesar das inúmeras tentativas de reanimação cardiorrespiratória, ela morreu às 4 da madrugada. Seu funeral, em 6 de setembro de 1997, foi assistido por aproximadamente dois bilhões de pessoas em todo o mundo.

A morte de Diana tem sido matéria de difundidas teorias de conspiração[carece de fontes?], apoiadas por Mohamed Al-Fayed[carece de fontes?], cujo filho Dodi morreu no acidente. Tais teorias foram rejeitadas pelos investigadores franceses e oficiais britânicos, que relataram que Henri Paul, o motorista do automóvel, estava sob efeito de bebida e drogas. Em 2004, as autoridades ordenaram um inquérito independente por Lord Stevens, um ex-chefe da Metropolitan Police Service. Lord Stevens disse que o caso era "mais complexo do que pensava" e declarou ter conseguido novas evidências forenses[carece de fontes?]. As autoridades francesas também decidiram reabrir o caso.
[editar] Lugar de descanso
O caixão de Diana durante o funeral, perto do parque de St James' Park.

É dito que o lugar de descanso da princesa é a propriedade campestre de sua família, Althorp, em Northamptonshire, Inglaterra[carece de fontes?]. O plano original[carece de fontes?] era enterrar seu caixão na câmara mortuária dos Spencer na igreja local, perto de Great Brington; porém, o irmão de Diana, Charles Spencer, o 9° Conde Spencer, ficou preocupado quanto à segurança e quanto à curiosidade pública. Então ele decidiu que Diana seria enterrada num local onde sua tumba pudesse ser cuidada diariamente e visitada pelos príncipes William e Harry e por parentes.

Lord Spencer escolheu como local de sepultamento uma ilha no lago ornamental de Althorp. Uma trilha com trinta e seis árvores - que simbolizam os anos de vida de Diana - leva até o lago. Quatro cisne-negros simbolizam sentinelas, e há muitos lírios aquáticos na água. Rosas brancas e lírios eram as plantas favoritas de Diana. Perto do lago, um ancestral arboreto contém árvores plantadas pelos príncipes William e Harry, por outros membros da família e pela própria Diana.[carece de fontes?]
Títulos, honras e brasão de armas
n, Títulos

* 1961-1975: The Honourable Diana Frances Spencer
* 1975-1981: Lady Diana Frances Spencer
* 1981-1996: Sua Alteza Real Princesa de Gales
* 1996-1997: Diana, Princesa de Gales

O título completo de Diana, enquanto esteve casada com o príncipe Charles, era Sua Alteza Real a Princesa de Gales, Condessa de Chester, Duquesa da Cornualha, Duquesa de Rothesay, Condessa de Carrick, Baronesa de Renfrew, Senhora das Ilhas e Princesa da Escócia.
[editar] Honras

* Reino Unido Real Ordem Familiar da Rainha Elizabeth II
* Países Baixos Grã-oficial, da Ordem da Casa de Orange

[editar] Brasão de armas
O brasão de armas da princesa Diana enquanto esteve casada.

Como esposa do Príncipe de Gales, Diana usava um brasão de armas que incluía o real brasão de armas do Reino Unido com um plano, um escudo e um letreiro do brasão de armas do principado de Gales (o brasão do Príncipe de Gales), juntando dois brasões em um escudo com o 1° e o 4° quarteis plano branco, e o 2° e o 3° quartéis suportando três douradas bandas entrelaçadas com três bandas sinistras em um fundo de cena vermelho desfigurado com três conchas (o brasão de armas do Conde Spencer, pai de Diana). Os guardiões foram um leão coroado dourado do Brasão de Armas Real e um grifo alado do brasão dos Spencer. O escudo teve a coroa do Príncipe de Gales. Seu lema era Dieu Defend le Droit (Deus defende o direito, em português), também usado no brasão dos Spencer.

Com o divórcio, Diana passou a usar o brasão da família Spencer coroado com uma pequena coroa real.
Legado
Uma mensagem de condolência em Trafalgar Square, após a sua morte.

O interesse de Diana em ajudar pessoas jovens levou ao estabelecimento do Diana Memorial Award[carece de fontes?], prêmio conferido a jovens que têm demonstrado devoção e compromisso para com as causas advogadas pela Princesa. Em 2002, Diana foi colocada em 3°lugar na votação 100 Greatest Britons[carece de fontes?], ultrapassando a Rainha Elizabeth II e outros monarcas britânicos.

Os príncipes William e Harry organizaram um concerto em memória a mãe deles (veja Concert for Diana), ocorrido no dia 1° de julho de 2007 - data que seria o aniversário de 46 anos da princesa. O evento tomou lugar no Estádio de Wembley. Um serviço memorial ocorreu em 31 de agosto de 2007[carece de fontes?].
Aparições

A 13 de Maio de 2010, por altura da visita do papa Bento XVI ao santuário de fátima, foi testemunhado e registado em película fotográfica por diversos paroquianos do lar da Santa casa da Misericórdia de Salvaterra de Magos, liderados pelo padre Tomás e pela irmã Evangélica, com o apoio logístico da III trupe de escuteiros da Lezíria do Tejo, agrupamento de Muge e o patrocínio da SOMETAL, Bombas de água e monta-cargas para aplicação industrial SA, a ocorrência da face rosada da princesa reflectida na pixide papal ao mesmo tempo que no céu o Sol brilhava. O facto causou grande comoção.
] Ascendência


Pelo lado familiar paterno, Diana Spencer era uma aristocrata descendente da Casa de Stuart[12] e tinha portanto como notáveis ancestrais Roberto I da Escócia, Maria I da Escócia, Carlos II da Inglaterra e Jaime II da Inglaterra.

Pelo lado familiar materno, Diana tinha ascendência irlandesa, escocesa e norte-americana. Sua bisavó foi Frances Work, filha e herdeira de Franklin H. Work, um acionista da Bolsa de Valores de Nova York. Através de Work, ela também é uma prima do ator canadense Oliver Platt.




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Comentário de Anna Karenina em 4 setembro 2010 às 22:40
Oskar Schindler

Oskar Schindler (Zwittau-Brinnlitz, 28 de Abril de 1908 — Hildesheim, 9 de Outubro de 1974) foi um empresário alemão sudeto célebre por ter salvo 1.200 trabalhadores judeus do Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial.

Vida

Tornou-se membro do Partido Nazista após a anexação dos Sudetos em 1938. No início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para a Polônia a fim de ganhar dinheiro aproveitando-se da situação. Em Cracóvia, abre uma fábrica de utensílios esmaltados, onde passa a empregar trabalhadores judeus. A origem destes trabalhadores era o Gueto de Cracóvia, local onde todos os judeus da cidade foram confinados.

Memorial a Oskar Schindler em Ratisbona na Baviera.
Em março de 1943, o gueto foi desativado e os moradores que não foram executados no local foram enviados para o campo de concentração de Plaszow. Os operários de Schindler trabalhavam o dia todo em sua fábrica e à noite voltavam para Plaszow. Quando, em 1944, os administradores de Plaszow receberam ordens de desativar o campo, devido ao avanço das tropas russas - o que significava mandar os seus habitantes para outros campos de concentração onde seriam mortos - Oskar Schindler convenceu-os através de suborno que necessitava desses operários "especializados" e criou a famosa Lista de Schindler. Os judeus integrantes desta lista foram transferidos para a sua cidade natal de Zwittau-Brinnlitz, onde colocou-os em uma nova fábrica adquirida por ele (Brnenec).

Túmulo de Oskar Schindler em Jerusalém.
Ao término da guerra, 1200 judeus entre homens, mulheres e crianças foram salvos de perecer em um campo de concentração nazista. Nos últimos dias da guerra, antes da entrada do exército russo na Morávia, Schindler conseguiu ir para a Alemanha, em território controlado pelos Aliados. Ele livrou-se de ser preso devido aos depoimentos dos judeus a quem ajudara.

Passada a guerra, ele e a esposa Emilie foram agraciados com uma pensão vitalícia do governo de Israel em agradecimento aos seus atos humanitários. O seu nome foi inscrito, junto a uma árvore plantada no centro da cidade por ele, na avenida Dos Justos do museu do holocausto em Jerusalém, ao lado do nome de outras cem personalidades não judias que ajudaram os judeus durante o Holocausto. Durante a guerra tornou-se próspero, mas gastou o seu dinheiro com a ajuda prestada aos judeus que salvou e com empreendimentos que não deram certo após o término da guerra.

Viveu na Alemanha na cidade de Hildesheim (Rua Goettingstrasse 30 no bairro Weststadt) entre 1971 e 1974 e morreu pobre num hospital em Hildesheim no dia 9 de outubro de 1974, com 66 anos de idade. Foi enterrado no cemitério cristão (ele era católico) no Monte Sião em Jerusalém com honras de herói.

A fábrica de Oskar Schindler em Brnenec
A sua história foi contada em livro (Schindler's Ark) por Thomas Keneally e, posteriormente filmada por Steven Spielberg (A Lista de Schindler) no ano de 1993. Este filme é considerado pelo próprio Spielberg e pela crítica como sua obra-prima, e apontado entre os dez melhores filmes da história de Hollywood. O filme foi filmado em preto-e-branco para criar um efeito sombrio e ambientar-se à história retratada. O filme foi o vencedor do Óscar de 1994 e Steven Spielberg levou a estátua (Oscar) de melhor direção.

Ligações externas

* Biografia de Oskar Schindler

Bibliografia

* (em inglês) Crowe, David M. (2004). Oskar Schindler: The Untold Account of His Life, Wartime Activities, and the True Story Behind the List. Cambridge, MA: Westview Press. ISBN 0-8133-3375-X

* (em inglês) Eric Silver (1992). The book of the just – the silent heroes who saved Jews from Hitler. London: Weidenfeld and Nicholson. ISBN 0802113478

Oskar e Emilie em 1946.
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Comentário de Anna Karenina em 4 setembro 2010 às 22:22
Irmã Dulce




Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (Salvador, 26 de maio de 1914 — Salvador, 13 de março de 1992), melhor conhecida como Irmã Dulce, o Anjo bom da Bahia, foi uma religiosa católica brasileira. Ela notabilizou-se por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e aos necessitados.

Biografia

Quando criança, Maria Rita, filha do Dr. Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBa), costumava rezar muito e pedia sinais a Santo Antônio, pois queria saber se deveria seguir a vida religiosa. Desde os treze anos de idade, ela começou a ajudar mendigos, enfermos e desvalidos. Nessa mesma idade, foi recusada pelo Convento do Desterro por ser jovem demais, voltando a estudar.

Em 1932, depois de se formar, entrou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, localizada em Sergipe. Após seis meses de noviciado, tomou o hábito de freira. No dia 15 de agosto de 1934, ela fez sua profissão de fé e voltou à Bahia.

Desde então, dedicou toda a sua vida à caridade. Começou sua obra ocupando um barracão abandonado para abrigar mendigos. Chegou a receber a visita do Papa João Paulo II, quando esse esteve no Brasil, em virtude de seu trabalho com idosos, doentes, pobres, crianças e jovens carentes. Entre os diversos estabelecimentos que ela Irmã Dulce fundou estão o Hospital Santo Antônio, capaz de atender setecentos pacientes e duzentos casos ambulatoriais; e o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), instalado em Simões Filho, que abriga mais de trezentas crianças de 3 a 17 anos. No Centro, os jovens têm acesso a cursos profissionalizantes. Irmã Dulce fundou também o “Círculo Operário da Bahia”, que, além de escola de ofícios, proporcionava atividades culturais e recreativas.

Em 11 de novembro de 1990, Irmã Dulce começou a apresentar problemas respiratórios, sendo internada no Hospital Português e depois transferida à UTI do Hospital Aliança e finalmente ao Hospital Santo Antônio. Em 20 de outubro de 1991, recebe no seu leito de enferma a visita do Papa João Paulo II. O Anjo Bom da Bahia morreu em seu quarto, aos setenta e sete anos, às 16:45 do dia 13 de março de 1992, ao lado de pessoas queridas por ela. Seu corpo foi sepultado no alto do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e depois transferido para a Capela do Hospital Santo Antonio, centro das Obras Assistenciais Irmã Dulce.

A 21 de Janeiro de 2009, a Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano anunciou o voto favorável que reconhece Irmã Dulce como venerável[1].

A 03 de Abril de 2009, o papa Bento XVI aprovou o decreto de reconhecimento de suas virtudes heróicas No dia 09 de Junho de 2010 o corpo de irmã Dulce foi desenterrado, exumado ,velado e sepultado pela segunda vez,este é o último estagio do processo de beatificação faltando apenas assinatura do papa Bento XVI ao decreto que concede a ela o título de beata depois,será aguardado mais um milagre por intercessão de Irmã Dulce parta que possa ser Canonizad]

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Comentário de Anna Karenina em 4 setembro 2010 às 22:16
Chiquinha Gonzaga


Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1847 — Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1935) foi uma compositora, pianista e regente brasileira.

Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (Ô Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. No Passeio Público do Rio de Janeiro, há uma herma em sua homenagem, obra do escultor Honório Peçanha.

Biografia

Era filha de José Basileu Gonzaga, general do Exército Imperial Brasileiro e de Dona Rosa Maria Neves de Lima, uma mulata muito humilde, com quem, apesar de opiniões contrárias da família, casou-se após o nascimento da menina Francisca.Chiquinha Gonzaga foi educada numa família de pretensões aristocráticas (seu padrinho era Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias). Ela conviveu bastante com a rígida família do seu pai. Fez seus estudos normais com o Cônego Trindade, um dos melhores professores da época, e musicais com o Maestro Lobo, um fenômeno da música. Desde cedo, frequentava rodas de lundu, umbigada e outros ritmos oriundos da África, pois nesses encontros buscava sua identificação musical com os ritmos populares que vinham das rodas dos escravos.

Inicia, aos 11 anos, sua carreira de compositora com uma música natalina, Canção dos Pastores. Aos 16 anos, por imposição da família do pai, casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, oficial da Marinha Imperial brasileira e logo engravidou. Não suportando a reclusão do navio onde o marido servia, (já que ele passava mais tempo trabalhando no navio do que com ela) e as ordens para que não se envolvesse com a música. Não suportando tanta humilhação e descaso com seu sonho, Chiquinha separou-se, o que foi um escândalo na época.

Leva consigo seu filho, João Gualberto, não deixando o marido ficar com ele, pois ela fazia questão de ter seu filho ao seu lado.O marido, no entanto não permitiu que Chiquinha cuidasse de sua outra filha Maria do Patrocínio e do filho mais novo, Hilário, ambos frutos daquele matrimônio.Sofreu muito com a separação obrigatória dos filhos, imposta pelo marido e pela sociedade preconceituosa daquela época que impunha duras punições à mulher que se separava do marido.

Anos depois, em 1867, reencontrou o grande amor do passado o engenheiro João Batista de Carvalho, com quem teve uma filha: Alice Maria. Viveu muitos anos com ele, mas Chiquinha não aceitava suas traições. Separa-se dele, e mais uma vez perde uma filha. João Batista não deixou que Chiquinha criasse Alice, ficando com a guarda da filha. Ela passa a viver como musicista independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Deu aulas de piano para sustentar o filho João Gualberto sozinha e mantê-lo junto de si. Lutando muito por criá-lo sozinha e se dedicar a música, ela obteve grande sucesso, sua carreira aumentou e ela ficou famosa, tornando-se também compositora de polcas, valsas, tangos e cançonetas. Antes, porém, uniu-se a um grupo de músicos de choro, que incluía ainda o compositor Joaquim Antônio da Silva Callado, apresentando-se em festas.

Aos 52 anos, conheceu João Batista Fernandes Lage, um jovem cheio de vida e talentoso aprendiz de musicista por quem se apaixonou. Ele também se apaixonou perdidamente por essa mulher madura que tinha muito a ensinar-lhe sobre música e sobre a vida. Na época, ela tinha 52 anos e João Batista 16, o que fez com que ela fingisse que o adotou como filho para viver esse grande amor. Ele concorda com isso e finge ser seu filho adotivo.Ela fez isso para não provocar mais escândalos, em respeito aos seus filhos e à relação de amor pura que mantinha com João Batista, da qual pouquíssimas pessoas na época entenderiam, e que também afetaria sua brilhante carreira. Por essa razão também Chiquinha e João Batista Lage, ou Joãozinho, mudaram-se para Portugal e foram viver felizes por alguns anos longe do falatório da gente do Rio de Janeiro.Ele aprendeu muito com Chiqinha.Chiquinha nunca assumiu de fato seu romance tendo sido descoberto após a sua morte. Ela morreu ao lado de João Batista Lage,seu grande amigo, parceiro e fiel companheiro em 1935, quando começava o Carnaval.
[editar] Carreira

A necessidade de adaptar o som do piano ao gosto popular valeu a glória de tornar-se a primeira compositora popular do Brasil. O sucesso começou em 1877, com a polca 'Atraente'. A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, resolveu lançar-se no teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta de costumes "A Corte na Roça", de 1885. Em 1911, estreia seu maior sucesso no teatro: a opereta Forrobodó, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estreia - até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em 1934, aos 87 anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça "Maria". Foi criadora da célebre partitura da opereta "A Jurity", de Viriato Correia.

Por volta de 1900 conhece a irreverente artista Nair de Tefé von Hoonholtz, a primeira caricaturista mulher do mundo, uma moça boêmia, embora de família nobre, da qual se torna grande amiga. Chiquinha viaja pela Europa entre 1902 e 1910, tornando-se especialmente conhecida em Portugal, onde escreve músicas para diversos autores. Logo após o seu retorno do continente europeu, sua amiga Nair de Tefé casa-se com o então presidente da República Hermes da Fonseca, tornando-se primeira-dama do Brasil.

Chiquinha é convidada pela amiga para alguns saraus no Palácio do Catete, a então morada presidencial, mesmo sob a contrariedade notavelmente imposta pela família de Nair. Certa vez, em 1914, num recital de lançamento do Corta Jaca, no palácio presidencial, a própria primeira-dama do país, Nair de Tefé, acompanhou Chiquinha no violão, e empunhou o instrumento, tocando um maxixe composto pela maestrina. O que foi considerado um escândalo para a época. Foram feitas críticas ao governo e retumbantes comentários sobre os "escândalos" no palácio, pela promoção e divulgação de músicas cujas origens estavam nas danças vulgares, segundo a concepção da elite social aristocrática. Levar para o Palácio do Governo a música popular brasileira foi considerado, na época, uma quebra de protocolo, causando polêmica nas altas esferas da sociedade e entre políticos. Após o término do mandato presidencial, Hermes da Fonseca e Nair de Tefé mudaram-se para a França, onde permaneceram por um bom tempo. Em decorrência desse afastamento, Chiquinha e Nair acabam por perder contato.

Chiquinha participou ativamente da campanha abolicionista, por conta da revolta que sentia por seus ancestrais maternos terem sido escravos e sofrido muito, e da proclamação da república do Brasil. Também foi a fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições. Em gêneros variados: valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e serenatas.
Representações na cultura

Chiquinha Gonzaga já foi retratada como personagem no cinema e na televisão, dirigida por Jayme Monjardim e interpretada por Regina Duarte e Gabriela Duarte, na minissérie Chiquinha Gonzaga (1999), na TV Globo, e por Bete Mendes, no filme "Brasília 18%" (2006), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e por Malu Galli, no filme O Xangô de Baker Street.

A compositora também foi homenageada no carnaval carioca, no ano de 1985, com o enredo Abram alas que eu quero passar pela escola de samba Mangueira, que obteve a sétima colocação. E em 1997, com enredo Eu Sou Da Lira, Não Posso Negar... pela Imperatriz Leopoldinense. A atriz Rosamaria Murtinho, que vivia a artista no teatro, representou-a no desfile, a escola obteve a sexta colocação.

Bibliografia

* DINIZ, Edinha. Chiquinha Gonzaga: uma história de vida (11a. ed.). Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2005. 352p., il. ISBN 85-01-64713-6.

* MUGNAINI Jr., Ayrton. A jovem Chiquinha Gonzaga. São Paulo: Nova Alexandria, 2005. ISBN 85-7492-100-9.

* DINIZ, Edinha. Mestres da música no Brasil - Chiquinha Gonzaga (1ª ed.). São Paulo: Moderna, 2001.

"LAZARONI DE MORAES, Dalva - "Chiquinha Gonzaga - Sofri, chorei. Tive muito amor". Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1995.
Principais Obras

* Atraente
* Casa de Caboclo (participação de Luis Peixoto)
* Faceiro
* Falena
* Gaúcho (corta-jaca)
* Lua Branca
* Ó Abre Alas



* Choro
* Joaquim Calado
* Viriato Figueira
* Abre alas
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Comentário de Anna Karenina em 4 setembro 2010 às 21:43
Farah Pahlavi (conhecida como Farah Diba)


Farah Diba, durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, em 30 de Maio de 1972




Farah Pahlavi (nascida a 4 de Outubro de 1938 em Teerão, Irão) foi a última imperatriz do Irão (conhecida como Farah Diba) foi a terceira esposa de Mohammad Reza Pahlavi e a última (e única moderna) Shahbanu (Imperatriz) da Pérsia.

Foi coroada Rainha pelo casamento com o Xá em 1959, e em 1967 foi a primeira Imperatriz do Irão a ser coroada nos tempos modernos. O fim da monarquia em 1979 fez com que fosse a última Imperatriz.

Nasceu em Teerão, única filha de Sohrab Diba e Farideh Diba. Seu pai era um militar cuja família era originária do Azerbajão Iraniano. Ele faleceu quando ela ainda era criança. Sua mãe supervisionou sua educação: Farah estudou na escola francesa de Terã e na École Spéciale d'Architecture, em Paris, onde foi aluna de Albert Besson. Enquanto estudante, foi apresentada ao Xá Mohammed Reza Pahlavi pelo então genro do mesmo, Ardeshir Zahedi. Após algum tempo, o Xá a pediu em casamento, e os dois contraíram núpcias em 21 de dezembro de 1959. Com o Xá, Farah deu à luz quatro filho:

* Reza Cyrus Pahlavi (30 de outubro de 1960)
* Farahnaz Pahlavi (12 de março de 1963)
* Ali Reza Pahlavi (28 de abril de 1966)
* Leila Pahlavi (27 de março de 1970 - 10 de junho de 2001)

Após a revolução iraniana de 1979, ela acompanhou o marido no exílio, até que ele morresse, em 27 de julho de 1980. Farah atualmente reside em Connecticut, EUA e em Paris, França.
Farah Pahlavi recentemente lançou um livro sobre seu casamento com o Xá, cujo título em inglês é An Enduring Love: My Life with the Shah- A Memoir.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Administrador
Comentário de Anna Karenina em 4 setembro 2010 às 21:38
Jacqueline Kennedy Onassis


Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis
Político de Estados Unidos
Primeira-dama
Mandato: 20 de janeiro de 1961
até 22 de novembro de 1963
Precedido por: Mamie Eisenhower
Sucedido por: Lady Bird Johnson
Nascimento: 28 de julho de 1929
Condado de Suffolk, Nova Iorque
Falecimento: 19 de maio de 1994
Nova Iorque, Nova Iorque
Primeiro-cavalheiro: John Fitzgerald Kennedy (1953 - 1963)
Aristotle Onassis (1968 - 1975)
Profissão: editora, notadamente da Doubleday
Assinatura de Jacqueline Kennedy
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Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis (28 de julho de 1929 – 19 de maio de 1994[1]) foi a esposa do 35º Presidente dos Estados Unidos, John Fitzgerald Kennedy, e serviu como Primeira-dama dos Estados Unidos durante sua incumbência de 1961 até seu assaninato em 1963. Viria a casar-se, posteriormente, com o magnata grego Aristotle Onassis de 1968 até sua morte em 1975. Nos próximos anos, teve uma carreira de sucesso como editora de livros. É lembrada por suas contribuições às artes e à preservação histórica, seu estilo e elegância, e seu estoicismo público na sequência do assassinato do Presidente Kennedy.
Vida familiar, família e educação

Jacqueline Lee Bouvier nasceu no Condado de Suffolk no estado de Nova Iorque. Era a filha mais velha de John Vernou Bouvier III (1891–1957), um corretor da Wall Street, e de Janet Norton Lee Bouvier Auchincloss Morris (1907–1989). Jacqueline tinha ascendência irlandesa, escocesa e inglesa; sua ascendência francesa era distante, sendo seu último ancestral francês Michel Bouvier, um marceneiro baseado na Filadélfia que havia sido seu trisavô. Em Washington, DC, ela foi educada por pouco tempo em Holton-Arms School, uma escola preparatória e particular para meninas (ela mudou-se para Bethesda, Maryland, posteriormente). Em 1933, nasceu sua irmã Caroline Lee.

Seu pai, apelidado de Black Jack, era um corretor de ações na Bolsa com fama de playboy, cujos casos extraconjugais com várias mulheres causaram o divórcio entre ele e Janet quando Jackie ainda era uma menina. Black Jack permaneceu um homem divorciado, enquanto que Janet desposou, em 1942, Hugh D. Auchincloss, filho de Emma Jennings, filha do fundador da Standard Oil. Hugh era o rico herdeiro de uma companhia de produção, transporte, refino e venda de petróleo. Em 1979, Janet casou-se pela terceira vez com Bingham Morris.

Em sua infância aristocrática, Jacqueline tornou-se uma praticante de hipismo e desenvolveu grande entusiasmo por cavalos e competições. Essa paixão a acompanharia por toda sua vida, ganhando troféus e medalhas. Na fazenda Hammersmith, que pertencia ao seu padrasto, ela pôde apreciar melhor a equitação. Ela amava ler, pintar, escrever poemas e tinha uma relação bem mais fácil com seu pai do que com sua mãe.

Jackie teve educação excelente, iniciou seu ensino fundamental e médio na exclusiva The Chapin School (Manhattan, Nova York), e em Miss Porter's School (Farmington, Connecticut). Em Vassar College (Poughkeepsie), começou sua educação acadêmica e foi nomeada "debutante do ano" entre 1947 e 1948. No final da década de 40 realizou uma viagem de intercâmbio para Sorbonne, em Paris. Anos mais tarde, Jackie lembraria essa época como a mais feliz de sua vida. Quando retornou, decidiu não voltar a Vassar e transferiu-se para a Universidade George Washington, em Washington DC, onde fez graduação em Literatura francesa.

Em 1951, Jacqueline conseguiu seu primeiro emprego, trabalhando para o jornal Washington Times-Herald. Seu trabalho consistia em interrogar pessoas a respeito de temas polêmicos e escrever uma coluna. As perguntas e divertidas respostas então apareciam ao lado da fotografia dos entrevistados no jornal. Uma das matérias de Jacqueline para essa tarefa foi um jovem senador de Massachusetts: John F. Kennedy.
Casamento com Kennedy
Jacqueline Kennedy Onassis em seu retrato oficial da Casa Branca, por Aaron Shickler, 1970.

Jacqueline estava comprometida com John Husted em Dezembro de 1951. Entretanto, o relacionamento acabou em Março de 1952 com um conselho da mãe de Jackie, que acreditava que Husted não era rico o bastante.

Em 10 de Maio de 1952, Jacqueline conheceu o senador John F. Kennedy numa festa em Washington, realizada por um casal amigo de ambos: Martha e Charles Bartlett. John e Jackie só se reencontrariam nove meses depois em outra festa realizada pelos Bartlett. Kennedy convidou Jackie para saírem no fim de semana e foram a um parque de diversões em Georgetown. Depois de se reencontrarem, eles começaram um namoro, que terminou em noivado pouco tempo depois.

O anúncio do noivado do casal não agradou todos os membros da família Bouvier. De acordo com um artigo do Time Magazine, "[Jacqueline] me telefonou para contar a notícia" - explicou a irmã Black Jack, Maude Bouvier Davis - "mas ela disse, 'Você não pode dizer nada sobre isso porque o Saturday Evening Post vai trazer um artigo sobre Jack chamado "O Jovem Solteirão do Senado", e isso estragaria tudo".

Jacqueline Bouvier e John F. Kennedy casaram-se em 12 de Setembro de 1953, em Newport (Rhode Island). Os vestidos da noiva e das damas-de-honra foram feitos por Ann Lowe, e a cerimônia, com duas mil pessoas, ocorreu na fazenda Hammersmith. Depois do casamento, eles retornaram a Washington DC. No entanto, John realizou duas operações para acabar com a dor nas costas proveniente de um machucado nos tempos de guerra. Com a recuperação da cirurgia, Jackie encorajou Kennedy a escrever Profiles in Courage, um livro que descreve os atos de bravura e de integridade por oito senadores dos Estados Unidos durante toda a história do Senado. A obra recebeu o prêmio Pulitzer por biografia em 1957.
Filhos

Depois de um aborto acidental em 1955, eles tiveram quatro filhos juntos: Arabella Kennedy (natimorta, 1956), Caroline Bouvier Kennedy (1957), John Fitzgerald Kennedy Jr (1960-1999) e Patrick Bouvier Kennedy (7 de Agosto - 9 de Agosto de 1963).
Nome Nascimento Morte Observações
Arabella Kennedy 23 de Agosto de 1956 23 de Agosto de 1956 Natimorta; enterrada ao lado de seu irmão Patrick Bouvier Kennedy
Caroline Bouvier Kennedy 27 de Novembro de 1957 - Casou-se com Edwin Schlossberg, com quem teve três filhos.
John Fitzgerald Kennedy Jr. 25 de Novembro de 1960 16 de Julho de 1999 Casou-se com Carolyn Bessette; morreu num acidente aéreo
Patrick Bouvier Kennedy 7 de Agosto de 1963 9 de Agosto de 1963 Morreu devido à Síndrome do Desconforto Respiratório do Recém-Nascido
A família Kennedy em 1962.

O casamento tinha seus problemas, resultantes dos casos amorosos de John F. Kennedy e de seus problemas de debilitação de saúde, os quais foram escondidos do público. Jacqueline passava muito tempo no começo de seu casamento redecorando a casa e comprando roupas. Eles passaram os primeiros anos de casamento numa residência no centro de Georgetown, Washington, mais especificamente na N Street.

Jacqueline era muito amiga de seu sogro, Joseph P. Kennedy, e de seu cunhado, Robert "Bob" Kennedy. Contudo, ela não era uma mulher competitiva e esportista e definitivamente não pertencia à natureza abrasiva do clã dos Kennedy. Quieta e reservada, Jacqueline foi apelidada de "the deb" por suas cunhadas e sempre permaneceu relutante ao ser convidada para os tradicionais jogos da família. Uma vez, quebrou sua perna num jogo de basebol.
Primeira-dama dos Estados Unidos

Em Janeiro de 1960, o senador John F. Kennedy anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos e começou a trabalhar longas horas e a viajar por todo o país. Poucas semanas antes da campanha de seu marido, Jacqueline soube que estava grávida, e os médicos a instruíram a ficar em casa. Mesmo assim, ela ajudou seu marido respondendo centenas de cartas de campanha, fazendo comerciais de televisão, dando entrevistas e escrevendo uma coluna semanal num jornal, Campaign Wife, distribuída em todo o país. Na eleição geral em 8 de Novembro de 1960, John Kennedy minuciosamente venceu o republicano Richard Nixon e tornou-se o 35° Presidente dos Estados Unidos em 1961. Jackie tornou-se uma das mais jovens primeiras-damas da história. Ela teve um papel bastante ativo na campanha.

Como primeira-dama, ela foi forçada a entrar no foco público com tudo em sua vida sob esquadrinhamento. Jacqueline sabia que seus filhos estariam no olho público, contudo ela estava determinada a protegê-los da imprensa e a dá-los uma infância normal. Permitiu que poucas fotografias deles fossem tiradas, mas, enquanto estava fora, o presidente Kennedy deixava o fotógrafo da Casa Branca Cecil Stoughton tirar.

Devido à sua ascendência francesa, Jackie Kennedy sempre sentiu um laço entre ela e a França, reforçado pelo fato de ter estudado lá. Esse amor logo seria refletido em muitos aspectos de sua vida, como nos menus que ela preparava para os jantares de estado na Casa Branca e o bom gosto ao se vestir.

Jacqueline convidava artistas, escritores, cientistas, poetas e músicos para se mesclarem aos políticos, diplomatas e estadistas. Ela falava fluentemente francês, espanhol e italiano e tinha uma forte preferência por roupas francesas, que eram caras, mas temia que pensassem que fosse desleal a designers de moda norte-americana. Para seu "guarda-roupa de estado", Jackie escolhia o designer de Hollywood Oleg Cassini. Durante seus dias como primeira-dama, ela tornou-se um ícone da moda domestica e internacionalmente. Quando os Kennedy visitaram a França, ela impressionou Charles de Gaulle e o público com seu francês. Na conclusão da visita, a revista Time ficou encantada com a primeira-dama e escreveu: "Havia também aquele companheiro que veio com ela". Até mesmo o presidente John Kennedy brincou: "Eu sou o homem que acompanhou Jacqueline Kennedy à Paris - eu gostei muito!". Quando o presidente da União Soviética Nikita Khrushchov foi solicitado para apertar a mão do presidente dos Estados Unidos, o líder comunista disse: "Eu gostaria de apertar a mão dela primeiro".
Restauração da Casa Branca

O principal projeto de Jacqueline Kennedy foi a restauração da Casa Branca. Com a ajuda da decoradora Sister Parish, Jacqueline transformou os quartos destinados à família presidencial em quartos agradáveis e convenientes para vida em família e construiu uma cozinha e quartos para suas crianças. Ela estabeleceu um Comitê de Artes para supervisionar e financiar o processo de restauração e contratou o especialista em móveis norte-americano Henry du Pont e o designer de interiores francês Stephane Boudin para aconselhar o processo. Jackie criou um projeto de lei, aprovado pelo Congresso, que estabelecia que as mobílias da Casa Branca seriam propriedade da Instituição Smithsonian, para acabar com as reivindicações dos móveis de ex-presidentes. Ela escreveu pessoalmente cartas para pessoas que possuíam peças históricas, pedindo para que fossem doadas à Casa Branca. Em 14 de Fevereiro de 1962, a Sra. Kennedy apresentou os resultados de seu trabalho à televisão norte-americana em um tour pela Casa Branca com o jornalista Charles Collingwood da CBS.
] Tour na Índia e no Paquistão
O presidente Ayub Khan e Jacqueline Kennedy com Sardar.

Com a solicitação do embaixador norte-americano da Índia, John Kenneth Galbraith, a sra. Kennedy incumbiu-se de realizar uma viagem à Índia e ao Paquistão, levando sua irmã Caroline Lee Radziwill. Novamente Jacqueline mostrou que sabia ser uma primeira-dama competente não apenas pelo encanto de seu guarda-roupa mas também pelo seu intelecto. Em Lahore, o presidente Ayub Khan presenteou Jacqueline Kennedy com um cavalo, Sardar.
Elegância

A sra. Kennedy planejou numerosos eventos sociais que trouxeram o casal presidencial ao foco cultural da Nação. A apreciação pela arte, pela música e pela cultura marcou uma nova etapa na história norte-americana. A destreza de Jackie em entretenimento deu aos eventos da Casa Branca a reputação de serem mágicos. Por exemplo, ela orquestrou um jantar em Mount Vernon em honra ao presidente Ayub Khan, a quem o presidente Kennedy queria homenagear por seu papel na ajuda aos Estados Unidos numa recente crise. Ela baniu mesas longas no salão de jantar e proporcionou oito grandes mesas redondas. Jackie também é lembrada como uma boa companhia. Inúmeras vezes foi vestida pela estilista venezuelana Carolina Herrera.
[editar] O assassinato de Kennedy
Jacqueline Kennedy, Robert Kennedy, John Jr., Caroline, depois de uma cerimônia de estado para o presidente John F. Kennedy em 24 de Novembro de 1963.

Depois da morte de Patrick Kennedy em agosto de 1963, Jackie manteve um baixo perfil na Casa Branca. O presidente sugeriu que ela visitasse sua irmã na Europa como uma maneira de recuperar-se da morte de seu filho. Jackie passou um considerável tempo relaxando na região do Mediterrâneo durante o outono. Ela e sua irmã foram convidadas ao iate do magnata Aristóteles Onassis durante este período. Ela fez sua primeira aparição oficial em Novembro, quando John Kennedy pediu a ela para viajarem ao Texas, com a finalidade de fazer propostas de campanha. No dia 22 de Novembro de 1963, em Dallas, Jackie estava sentada ao lado John na limusine quando ele levou um tiro e morreu. O veículo estava passando por perto de muitas pessoas. Ela deixou a nação de luto enquanto o corpo do presidente, num caixão, estava sendo levado de um serviço funerário na Catedral de St. Matthew (Washington) para o Cemitério Nacional de Arlington, onde Jackie acendeu a chama eterna do túmulo de seu finado marido. O tablóide britânico Evening Standard escreveu: "Jacqueline Kennedy deu ao povo americano uma coisa da qual eles sempre careceram: grandeza."

Com o assassinato de Kennedy, Jackie foi forçada a ficar longe do olhar público. Ela foi poupada da experiência penosa de aparecer no julgamento de Lee Harvey Oswald, que morreu em 24 de Novembro de 1963 nas mãos de Jack Ruby, um dono de boate que matou Oswald enquanto o assassino estava em custódia da polícia. Jacqueline fez uma breve aparição em Washington em honra do agente de Serviço Secreto, Clint Hill, que bravamente pulou na limusine em Dallas para proteger a primeira-dama e o presidente.

Graças a adolescência trabalhando em grandes lojas em Paris, obteve grande conhecimento sobre moda, aprimorando seu estilo definido por muitos como "chique-despojado", estilo que influenciou e influencia pessoas do mundo inteiro.
Vida de viúva

Uma semana depois do assassinato de Kennedy, ela foi entrevistada por Theodore White da revista Life. Naquela entrevista, Jacqueline comparou os anos de John Kennedy na Casa Branca com o mítico Camelot do Rei Artur. "Agora ele é uma lenda, enquanto que ele queria ser um homem" - disse Jackie para White. Também salientou que John havia adorado o show musical dos Lerner and Loewe, que estava estreando na Broadway.

A coragem de Jacqueline Kennedy perante o assassinato e o funeral do marido trouxe admiração de muitos em todo o mundo, e muitos norte-americanos lembram-se de sua coragem e dignidade naqueles quatro dias de novembro de 1963. Jacqueline e seus dois filhos continuaram na Casa Branca ainda por duas semanas, preparando-se para a mudança. Depois de viverem em Georgetown, Washington por algum tempo, Jackie decidiu comprar um apartamento luxuoso de 15 cômodos na Fifth Avenue em Nova York, com a esperança de ter mais privacidade. Durante esse tempo, sua filha Caroline contou aos seus professores de escola que sua mãe chorava com freqüência.

Jacqueline perpetuou a memória do marido visitando seu túmulo em datas significativas e comparecendo a dedicações memoriais, como ao batizado do porta-avião da Marinha USS John F. Kennedy, em Virgínia (1967) e a um serviço memorial em Hyannis, Massachusetts. Em maio de 1965, Jacqueline Kennedy e a Rainha Elizabeth II dedicaram-se ao serviço memorial oficial do presidente Kennedy, ocorrido em Runnymede, Inglaterra.

Os planos para o estabelecimento da Biblioteca John F. Kennedy, onde ficariam guardados os papéis oficiais da administração Kennedy, foram supervisionados por ela. O plano original era construir a biblioteca de Cambridge próxima da Universidade de Harvard, mas por várias razões esse plano se tornou problemático. A biblioteca, projetada por Ieoh Ming Pei, possui um museu e foi dedicada em Boston em 1979 pelo presidente Jimmy Carter, dezesseis anos depois do assassinato de Kennedy. Os governos de muitas nações doaram dinheiro para erguer a biblioteca.
Casamento com Onassis

Em 20 de Outubro de 1968, Jacqueline Kennedy casou-se com Aristóteles Onassis, um magnata grego, em Skorpios, Grécia. Quatro meses e meio antes, seu cunhado, o senador Bob Kennedy, fora assassinado em Los Angeles. Naquele momento, Jacqueline acreditava que ela e seus filhos haviam se tornado "alvos" e que deveriam deixar os Estados Unidos. O casamento com Onassis parecia fazer sentido: ele tinha dinheiro e poder para garantir a proteção que ela quisesse, enquanto que ela tinha o status social que ele almejava. Aristóteles Onassis havia terminado seu romance com a diva da ópera Maria Callas para desposar Jackie, que desistiu da proteção que, como viúva de um presidente, recebia do Serviço Secreto.

Por um tempo, o casamento arranhou a reputação de Jackie, pois para muitos ela abandonara a imagem de "eterna viúva presidencial". Entretanto, outros entenderam este casamento como o símbolo da "mulher norte-americana moderna", que lutava por seus interesses financeiros e por proteger sua família. O casamento inicialmente pareceu ser bem-sucedido, mas o estresse logo se tornou aparente. O casal raramente passava tempo junto. Embora Onassis tenha tido uma boa relação com seus enteados Caroline e John, Jr. (o filho de Aristóteles, Alexander, incentivou John a pilotar aviões; ironicamente, ambos morreram em acidentes aéreos), porém Jacqueline não se dava com sua enteada Christina Onassis, que passava a maior parte de seu tempo viajando e fazendo compras.

Onassis estava planejando se divorciar de Jacqueline quando morreu em 15 de Março de 1975; Jacqueline estava com seus filhos em Nova York. Sua herança havia sido substancialmente diminuída por causa de um acordo pré-nupcial e por uma legislação que Onassis fez o governo grego aprovar, a qual limitava a fortuna que uma esposa não-grega e sobrevivente poderia herdar. Jacqueline entretanto negociou com Christina que acabou concordando em dar a Jackie algo em torno de 26 milhões de dólares, em troca de que ela abrisse mão de qualquer reivindicação do Império Onassis.
] Invasão de privacidade

Quando um paparazzo fotografou Jackie Onassis nua numa ilha grega, Larry Flynt da revista Hustler comprou as fotos e as publicou em agosto de 1975, provocando um embaraço para Jackie e para a família Kennedy e um total entretenimento para Rose Fitzgerald Kennedy, a mãe de John Kennedy. As fotos eram um tanto obscuras, mas mostravam claramente os seios, as nádegas e os pêlos púbicos de Jackie. A descrição do pêlo púbico foi chocante. A partir dali, a mídia informalmente a chamaria de Jackie O. A mídia americana vem chamando a atual primeira dama Michele Obama de "Michele O" em referência às semelhanças de elegância e bom gosto que esta última possui em comum com Jacqueline.
[editar] Anos finais e morte
Túmulo de Jacqueline Bouvier Kennedy Onassis no Cemitério Nacional de Arlington, ao lado da tumba do presidente John F. Kennedy.

Com a morte de Onassis em 1975, Jacqueline ficou viúva pela segunda vez e, com o amadurecimento de seus filhos, Jackie pôde voltar a trabalhar e aceitou um emprego como editora na casa editora Doubleday, porque sempre havia gostado de literatura e de escrever. Nos fim dos anos 70 até seus últimos momentos, o industrial e mercador de diamantes Maurice Tempelsman, um belga que vivia separado de sua esposa, foi seu companheiro. Ela normalmente corria e fazia ginástica perto do Central Park. Em janeiro de 1994, Jacqueline foi diagnosticada com câncer linfático. Seu diagnóstico veio ao público em fevereiro. A família estava inicialmente otimista, e Jackie parou de fumar com a insistência de sua filha, mas continuou a trabalhar. Em abril de 1994, o câncer avançou, e ela saiu do hospital Cornell e foi para sua casa em 18 de Maio do mesmo ano. Muitos simpatizantes, turistas e repórteres ficaram na rua de seu apartamento na 1040 Fifth Avenue, e ela morreu durante seu sono às 10:15 da manhã numa sexta-feira, em 19 de Maio, aos 64 anos.
Referências

1. ↑ Biografia da Primeira-dama: Jackie Kennedy. Informação Biográfica das Primeiras-damas. Página visitada em 6 de fevereiro de 2007.

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