JESUS HISTÓRICO E FILHO DE DEUS


Na vida de Jesus existem muitas coisas que jamais saberemos por falta de provas significativas e uma delas é sobre a paternidade de Jesus. Será que Maria teria casado depois da morte de José? O novo enterro de Jesus em uma tumba, assuntos em que o encontro entre a fé e a história se dá de maneira tensa. Jesus tinha um pai e uma mãe humanos. É provável, segundo estudiosos que Maria, sua mãe, depois que sua família já a prometera em casamento a um homem mais velho, José, tenha ficado grávida de outro homem antes de se casar. Essa passagem chega a assustar aos mais diversos seguidores de Jesus e Maria sua mãe, considerada santíssima e virgem.


Contam os historiadores que Maria teria tido seis outros filhos, sendo quatro meninos e duas meninas, de José ou de seu irmão Cléofas. João Batista foi o iniciador do movimento messiânico que mais tarde se tornou o cristianismo, não Jesus. Jesus valorizava demais o seu parente João, tanto como profeta, professor e introdutor do Reino de Deus. Jesus aderiu ao movimento iniciado por seu primo, foi batizado e junto a João fizeram avançar o movimento messiânico. Na sua época, João e Jesus preencheram todas as expectativas da época em que o povo esperava a vinda de dois Messias.


Sendo um descendente sacerdotal de Aarão, e o outro como descendente de Davi. O ponto forte é que eles conclamavam as pessoas para se arrependerem de seus pecados, devido à chegada iminente do Reino de Deus. Quem aceitou foi batizado na água concordando com a participação no movimento e em suas mensagens. O movimento era apocalíptico e esperavam que Deus intervisse o mais rápido possível na fundação do Reino. Assim foi descrito pela maioria dos profetas. Uma nova era de justiça, paz e integridade para a humanidade centrada na nação reconstruída de Israel e a nova capital do mundo.


Aí se irradiava o conhecimento de Deus e a ética universal da Torá a todas as nações do mundo. Jesus e João pregavam para os pobres e oprimidos e preveniram que quem recusasse a abandonar suas maneiras corrompidas seria julgado. Eles ensinavam a intimidade com Deus, nosso Pai Celestial e sua preocupação com todas as criaturas e o perdão dos pecados, a exemplo da oração que começaram a difundir entre seus seguidores. Conclamaram judeus e não judeus a se voltarem para a revelação da Torá de Moisés e dos profetas hebreus, mas não tinham pretensão de criar nenhuma religião.


As pregações e o batismo levou João a ser preso por Herodes Antipas, governador da Galileia. Jesus, então continuou o trabalho sozinho. Foi então que fechou o Conselho dos Doze, que incluía quatro de seus irmãos, e lhes prometeu o governo das doze tribos de Israel, que, ele. Esperava reunir na Terra de Israel. Ao longo da Galileia e da Palestina romana ele ficou conhecido como uma pessoa que curava e como exorcista, como também um profeta que pregava o Reino de Deus e ensinava a ética da Torá. Herodes, os fariseus e os saduceus e certos líderes ficaram preocupados com o crescimento dos seguidores de Jesus.


Quando Jesus soube da morte dolorosa de João seu desejo era ir para Jerusalém, entrar no templo e afrontar todas as autoridades políticas e religiosas com sua mensagem de reforma radical. Todos esperavam que Deus interviesse no último momento para salvá-lo e introduzir o Reino de Deus. Jesus foi morto por isso, Pedro, Thiago e João continuaram o seu trabalho e a comunidade recuperou a sua fé. Muitos fatos aconteceram depois da morte de Jesus, inclusive batizados, arrependimentos dos pecados e a reforma da nação de Israel.


Paulo começou a pregar nos anos 40 e 50 D.C., em sua mensagem ele tirou de maneira inflexível o que pregavam Pedro, Thiago e João, mas baseava-se antes em sua experiência visionária de um Cristo celestial. A mensagem de Paulo tornou-se a pedra fundamental da ortodoxia teológica cristã. Tiago e seus sucessores são os melhores laços históricos com Jesus e seus ensinamentos originais. Na carta de Tiago ou no Didache não foram encontrados nenhum traço do evangelho ou da teologia de Paulo. Tiago e seus sucessores representam a versão original do cristianismo, diretamente vinculada ao Jesus histórico, com toas as reivindicações à autenticidade.


A dinastia de Jesus levará ao conhecimento da nossa época a sua poderosa mensagem. É bom lembrar que Jesus não apenas proclamou a vida do reino de Deus, como identificou um conjunto de valores éticos e espirituais centrais, baseados na mensagem dos profetas hebreus, que ainda encontram um poderoso eco entre cristãos e não cristãos. Textos como a fonte (Q), a carta de Tiago, o Didache e o Evangelho de Tomé nos permite recapturar e enfatizar essas percepções e dar-nos conta de seu poder potencial e de seu apelo desafiador. Pratique a Torá, não te limites a ouvi-la, porque a fé sem obras é morta.


Quando fizerdes a caridade, que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. Tiago foi apedrejado até a morte, João foi decapitado. Ouvir a voz e buscar segui-la tinha um custo bastante alto. Os muçulmanos não adoram Jesus, conhecido como Isa na língua árabe, nem o consideram divino, mas acreditam que ele foi um profeta ou mensageiro de Deus, o Alcorão o chama de Messias. No entanto, essa afirmação de Jesus como Messias atesta sua mensagem messiânica, não como um Cristo Celestial. Ser o Messias significa proclamar uma mensagem, mas essa mensagem é a mesma que foi proclamada por Abraão, Moisés e todos os profetas.


Tiago, o filho de Zebedeu, é um dos doze apóstolos escolhidos e nomeados por Jesus Cristo (Mt 10:2), é irmão do apóstolo João (Mt 10:2) (à parte do qual nunca é mencionado), Juntamente com este e com Pedro, foi especialmente íntimo do Senhor Jesus (Mt 17:1; Mt 5:37, 9:2; 14:33) e foi martirizado por Herodes (At 12:2). Tiago o filho de Alfeu (ou Cléopas, ou Clopas) e de Maria (a irmã de Maria, mãe de Jesus, (Jo 19:25), é primo de Jesus, é um dos doze apóstolos escolhidos e nomeados por Cristo (Mt) 10:3), é irmão de José (Mr 15:40), e é chamado de “Tiago, o Menor (em estatura) (MR 15:40)”.


Tiago, o irmão do Senhor (Mt 13:55; Mr 6:3; Gl 1:19 (Não está escrito que este Tiago é apóstolo!)). Tal como todos os irmãos de Jesus, não creu neste durante Sua vida na terra (Mr 3:21; Jo 7:5), andou enciumado e antagonizando-o (Jo 7:3-8) e longe dele (Mr 3:31-32), mas, após a ressurreição, Cristo lhe apareceu (1Co 15:7) e, somente então, ele e todos seus irmãos se arrependeram, creram, e ajuntaram-se aos discípulos (Ats 1:14). Veio a ser o líder da assembleia em Jerusalém (At 12:17; 15:13; 21:18; Gl 1:19; 2:9, 12).


Tiago, irmão do apóstolo Judas (Lc 6:16; At 1:13). Este Tiago não é apóstolo, nem é irmão de Jesus (porque este Judas não é irmão de Jesus, nota Mt 10:4). A maioria dos evangélicos parte da não provada (e improvável) suposição de que a epístola de Tiago foi escrita bem próximo do ano 62 (quanto Tiago o irmão de Jesus foi apedrejado), portanto depois de Paulo ter escrito Gálatas (ano 52) e Romanos (ano 58) e Efésios (ano 61). Esta falsa suposição foi herdada do catolicismo e a razão por trás dela é dizer que Tiago corrige Paulo (como se cada palavra da Bíblia não fosse de Deus e perfeita e inenarrável e infalível, já desde quando colocada na mente do escritor e escrita pelos seus dedos!) ao ensinar-lhe que as boas obras também têm um papel na salvação.


Por causa dessa falsa data (bem próximo do ano 62), e uma vez que Tiago Zebedeu foi martirizado por Herodes no ano 44 D.C., a maioria dos evangélicos se ajunta aos católicos em acreditar que o escritor da epístola de Tiago foi Tiago o irmão de Jesus (bem, os romanistas, somente para insensatamente defenderem a perpétua virgindade de Maria, dizem que o grego pode às vezes significar primo; erram, pois isto só é verdade, mesmo que raramente, no hebraico, nunca no grego).


Nós nos posicionamos com aqueles crentes batistas (por exemplo, http://www.thebiblestudypage.com/acts_12.shtml) que acreditam que o autor da epístola foi o apóstolo Tiago filho de Zebedeu e irmão do apóstolo João (acreditamos assim porque esse Tiago, mais Pedro, mais João, foram os três apóstolos do círculo mais íntimo e chegado ao Senhor, que os distinguiu em várias ocasiões, e os tomou como únicos testemunhas em pontos cruciais de Seu ministério). Uma vez que Pedro e João escreveram livros do NT, nada mais natural que esse Tiago também o tenha feito. (Note também que Pedro e João se apresentam como “servo do Senhor Jesus”, tal como o autor da epístola de Tiago).


Em consequência disso, acreditamos que a epístola foi escrita bem antes de Tiago Zebedeu ser morto por Herodes Agripa em cerca do ano 44 d.C. Possivelmente foi escrita pouco depois do espalhamento (ano 32, At 8:4; Jesus nasceu no ano -4 e foi crucificado no ano 30) dos cristãos ex-judeus após o martírio de Estevão, e antes do ano 37, quando Paulo visitou Jerusalém a primeira vez (At 9:26 e seguintes), quando pode ter ensinado a Tiago a revelação que teve do evangelho da graça estendida aos gentios para a dispensação das igrejas locais.


Quer o escritor da epístola tenha sido Tiago Zebedeu (ano entre 32 a 37) ou tenha sido como usualmente se pensa Tiago o irmão de Jesus (no máximo no ano 48 ou 49, antes do Concílio de Jerusalém referido em At 15, quando Paulo pode ter ensinado sua revelação a todos os outros apóstolos) e não próximo ao ano 62 (apedrejamento de Tiago irmão de Jesus). Esta missiva tem todas as evidências de ter sido o primeiro livro do NT a ser escrito, sendo seguido pelo Evangelho de Mateus (ano 38) e pelos três primeiros livros escritos por Paulo (Gl, 1Ts, 2Ts), os quais foram grafados no ano 52.


Portanto, se alguém estivesse corrigindo alguém, seria Paulo que estaria corrigindo Tiago. (Mas a melhor e mais harmoniosa explicação é simplesmente que Tiago escreveu para uma situação temporária e de TRANSIÇÃO, a um grupo de crentes de origem JUDAICA (veja-se para quem é endereçada a epístola: Tia 1:1 “TIAGO, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde.”) espalhados logo após o martírio de Estevão (bem antes da Diáspora que se seguiu à terrível destruição de Jerusalém no ano 70), grupo tendo alguns membros já salvos e pertencentes à atual dispensação (das igrejas locais) e tendo outros membros ainda no vestíbulo da salvação, isto é, ainda (pelo menos parcialmente) crendo à maneira do Velho Testamento [isto é, já sendo atraídos para Cristo, mas ainda não realmente estando nele!]), e escreveu também para aqueles judeus que serão salvos durante os sete anos da Tribulação.


Por outro lado, Paulo escreveu para crentes ex-gentios (quando havia ex-judeus numa igreja local, agora eram indiferenciados dos outros cristãos, não havia mais judeus nem gentios, eram somente cristãos sem diferenças entre si), escreveu para a dispensação das igrejas locais. Sim, “toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” (2Tm 3:16); sim, “… tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.” (Rm 15:4); sim, toda a Escritura tem sempre três aplicações: histórica, devocional e doutrinária; sim, nunca Citamos Humberto Rafeiro.


“Toda a Escritura tem sempre três aplicações: histórica, devocional e doutrinária. Embora nunca haja problema com as duas primeiras, às vezes surge algum problema na aplicação doutrinária, quando esta é feita fora da dispensação e para o ‘público alvo’ a que se destina. Claro está que muitas vezes temos doutrina comum em várias dispensações e aos vários ‘público alvo’. ‘Não matarás’ foi instituído na lei, mas ainda hoje está em vigor, portanto esta doutrina permeia todas as dispensações subsequentes à sua instauração pela lei. Mas quando vemos choque entre doutrinas, temos que ver a que dispensação essa doutrina pertence.”.


Ressalte-se também que os primeiros seguidores de Jesus não foram chamados de cristãos e sim, seguidores do caminho. Cristão somente depois da conversão de Paulo de Tarso. Queria informar que o que foi aqui exposto não reflete os meus pensamentos sobre Jesus, pois o que aqui está implícito são pesquisas de “A dinastia de Jesus”- A história secreta das origens do Cristianismo de James D. Tabor – e inserções do site http://solascriptura-tt.org/.


O que aprendi sobre a vida de Jesus é completamente diferenciada do que vejo aqui, pois existem interesses de conflitos entre duas religiões e a primeira parte reflete a pesquisa de um historiador e analisador de documentos primitivos do cristianismo e de recentes descobertas arqueológicas, James Tabor nos dá uma nova e ousada interpretação da vida de Jesus e das origens  do cristianismo. Isso, não quer dizer que a interpretação esteja correta. Certa vez em um canal da minha cidade vi um debate sobre espiritualidade, onde católico, protestante acusavam a Doutrina Espírita de recusar certos preceitos da Igreja e um deles gravamos.


É sobre a negação da ressurreição de Jesus. A Doutrina não nega a ressurreição de Jesus, desde que ele tenha ressuscitado em Espírito, pois no mundo espiritual não existe lugar para carne e sangue. Paulo já afirmava isso e também que todo ser humano é dotado de um corpo espiritual. Se a carne e o sangue não podem entrar no céu, então como pode haver uma ressurreição física? (1 Coríntios 15:50). A Bíblia fala da ressurreição do corpo físico do túmulo (Jo 5:28-29), o qual é composto de “carne e ossos” (Lc 24:39), e que deixa um túmulo vazio com a ressurreição (Mt 28:6). Entretanto, de acordo com este versículo, “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”. Concluir, a partir desta frase, que o corpo ressurreto não será um corpo físico, de carne, não tem base bíblica. Em primeiro lugar, a frase seguinte, omitida na citação acima, indica claramente que Paulo está falando não da carne no corpo ressurreto, mas da carne que é corruptível: “nem a corrupção herdar a incorrupção” (v. 50). Paulo, portanto, não está afirmando que o corpo ressurreto não será de carne, mas que ele não será de carne corruptível.


Na realidade será um Corpo Espiritual, pois todo Espírito desencarnado pode aparecer, através da materialização pela ectoplasmia. Por isso, algumas pessoas afirmam que religião, política e futebol não se discutem. Claro e evidente que isso não é verdade, contanto que se aceite a crença de cada um, pois todos nós somos imperfeitos em busca da perfeição, mas enquanto o mal dominar os corações humanos isso será impossível. Pense nisso!


ANTONIO PAIVA RODRIGUES

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Cuidado com bênçãos Disfarcadas... Na realidade ninguém conhece ninguém Coração de gente é terra que ninguém vai !
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